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Frase de Múcio Bruck

Reticência... Me desculpe por me sentir assim Tão tanto seu, tão pouco meu Nos braços de seu abraço Me desculpe por não ter O jeito que gostarias Nem a idade que esperavas Ah, me desculpe Por somente saber amá-la Com um amor que desconheces Me desculpe por demorar A perceber que não fui bastante Nem útil e tampouco importante Me desculpe por ser tão tolo Por acreditar em mil bobagens Por descrer das meias verdades Me desculpe por ter mais que esperança Por duvidar que nunca é tarde demais Por meus olhos a verem melhor do que és Me desculpe por teimar em sonhar Por acordar mais vezes que adormecer Por nomeá-la Princesinha em meu amar Me desculpe pelos sonhos que sonhei Por “obrigá-la” a dizer palavras difíceis pelas frases tristes na hora da partida Me desculpe pela quase heresia De ter tido a pretensão de um dia tê-la Pagarei com minha paz esse pecado Me desculpe pelas cartas, poemas Pelas lágrimas incontidas e fáceis Mas somente pelas que não eram de alegria Me desculpe a voz embargada Pelo meu canto vadio e desafinado Pelas falas que invadiram a madrugada Me desculpe por não lembrar Que não residia em ti o poder de aquiescência E por fazer de seu silêncio, minha reticência

Múcio Bruck

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Pensador.com

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1+1=1... Roubaste-me de mim Lento e desejosamente
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1+1=1... Roubaste-me de mim Lento e desejosamente Em fim de noite que abraça a madrugada Quando as horas, aos poucos, dispersam estrelas Ali, no quase raiar do dia Já não sabíamos mais qual corpo Era parte de mim ou a ti pertencia A magia somou dois... em único amor Nossa melhor amiga: gratidão! Pela vida, pelo encontro... por nós Pela cumplicidade das marcas Mudas e ocultas, sãs em nossa paixão

Trespassado... Já não conto os dias de sua ausência Dou por certo que nada restou vazio
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Trespassado... Já não conto os dias de sua ausência Dou por certo que nada restou vazio Sabemos nós que a saudade ainda é boa E flutua leve, no eu da emoção... Conta ela, em alegria prestante Que fomos sim, namorados, não amantes! Por isso brotam versos falantes Que viventes, valem mais que diamantes Olhe só As lágrima ainda banham lembranças Afinal, a perda foi por falta de coragem Não de amor cessante...

Arco-íris... Havia em minha fantasia uma passagem perdida Iniciada num desvio secreto na rua das Fadas
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Arco-íris... Havia em minha fantasia uma passagem perdida Iniciada num desvio secreto na rua das Fadas Passando em meio a terra batida e pedras deitadas Ladeada por ramos rasteiros e lenda inventada E foi nela adentrando que vi o céu se escurecer E já me perdia da trilha de volta e medo sentia Em não mais encontrar, na mata fechada A vereda que queria sob o céu que gotejava Segui em frente e fui encontrar guarida Às margens de um rio claro, doce e lento Que passava peixes e folhas de toda cor E mesmo molhada, distraída me encantei Me peguei perdida sem conhecer a volta Que tanto queria e já não me havia Mas pra minha alegria formou-se no céu Um arco-íris de cores tão belas e amigas Que veio dar seu começo aos meus pés E sendo de luz a ponte nascida em milagre Me convidara por ela seguir, mesmo sem asa Numa jornada que findou à porta de minha casa

Amada Gi... Meu amor Me tire pra dançar
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Amada Gi... Meu amor Me tire pra dançar Me leve em seus braços Vem findar meus ais Me conte do luar Alegre meus porões Embarque em meu navio Vem conhecer meu mar Não sei dançar um tango Sem perder o chão Não sei ouvir um fado Sem sangrar paixão Nas tramas do destino Fiz planos de amor Teci em desatino Mil rendas de ilusão Ah, a noite Não tardou Guardar suas estrelas A lua retirou Colhi de meu cabelo A rosa que sonhei Te dar ao fim da dança Jurando eterno amor