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Frase de Simony Thomazini

Ele me conheceu quando eu tinha acabado de completar 27 anos. Não que isso fosse de fato importante, mas é um fato relevante. Ele também tinha 27 anos. Quando disse minha idade o silêncio pairou sobre o ar um momento. Rimos. E meu vislumbre se misturou ao timbre forte e penetrante da risada dele. Conversamos sobre os poréns típicos da idade. Sobre o clube dos 27 e sobre o livro que eu acabara de ler. Até me chamou pra ir à casa dele conhecer a coleção de discos do Led Zeppelin ( minha banda preferida) . Mas intimidades assim no primeiro encontro não pegava bem, e mesmo contrariando os meus desejos neguei. Ele me olhou com aquele olhar de homem desconfiado. Mas, nesse momento estabeleci o respeito que merecia e o tipo de mulher que ele estava lidando. Homens assim não aparecem todo dia e eu sabia disso. Não queria perdê-lo de vista. Eu sabia que aquele momento seria o começo, ou o fim daquilo que eu procurara. Parei de tentar interpretar, contar com a sorte ou criar qualquer tipo de expectativa. Coisas boas só acontecem quando o coração se encontra distraído.

Simony Thomazini

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde fa…
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Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde falar não basta, mostrar-se não convence. Ficar só e fazer disso força. Fazer do silêncio poesia. Preciso me ausentar do mundo quase que como forma de sobrevivência. Colocar-me numa redoma e me contemplar. O mundo distorce o meu olhar sobre mim mesma. Preciso estar só pra poder me enxergar. Enxergar, mais do que ver aquilo que me falta. E saber reconhecer que aquilo que me falta é justamente aquilo que eu desejo pra mim. Fazer da falta não um vazio existencial, mas fonte de querer algo a mais da vida. O desejo me impulsiona pra vida, assim como a falta me leva aos fracassos mundanos e existenciais. Preciso fazer do meu silêncio o meu porto-seguro e o caminho indispensável que me levará de volta pra casa toda vez em que julgar que é preciso.