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Frase de Geórgia Lira

Coleira José é dono de Kiwi e o nutre com rações de qualidade. Embora custe caro, a felicidade recompensa enquanto amor tiver. Tudo certo, tudo indo até que Kiwi não consiga mais respirar. O carinho mútuo permanece infindo, assim como a dor de José, que investe saúde mental de dez vidas, e o cachorro nem consegue ficar de pé! Kiwi morre, José desidrata de tanto se lamentar: “pobrezinho do bichinho!” Agora tu vira-lata é, senhor. Fareja teu ex-lar afim de te encontrar. Os dois eram um. Eram, no passado, porque agora José é nenhum e Kiwi tornou-se alado.

Geórgia Lira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Entrelinhas Rainha, princesa, anjo, donzela! (Escrava patética, louca égua sem cela).
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Entrelinhas Rainha, princesa, anjo, donzela! (Escrava patética, louca égua sem cela). Meu bem, tratarei-te como flor (ao desestruturar-te, perderás vida-cor) e te amarei para sempre, não importa como for! (De mim tu não escapas, sou teu senhor). Adoro-te e apenas quero teu bem (obedeça-me se não quiser sofrer além); por isso, sou capaz de tudo para te proteger (daqueles que conspiram contra tua submissão-dever). Escuta-me, deixa-me penetrar no teu cérebro e mostrar-te o que meus olhos veem (a implorar por piedade, tua figura célebre) afim de que percebas a beleza que tens (os berros teus pelos vida-vermes).

Pesadelo Acordo suada com coração acelerado.
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Pesadelo Acordo suada com coração acelerado. A porta está lacrada e, o medo, ao meu lado. Tudo que vejo é nada; nada é tudo que vejo. Vejo apenas nada, sinto apenas medo. Cavo com dedos já sangrentos o teto onde piso. Estou presa num cubo e lento é meu movimento não-liso. A escuridão me consome, luto, agonio, rejeito, atrofio; mas o vazio preto me come, na podridão me crio.

Tons de Marrom Caminho por aí, ainda que permaneça aqui. Gelado vento, congeladas palavras.
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Tons de Marrom Caminho por aí, ainda que permaneça aqui. Gelado vento, congeladas palavras. Parado momento, como aflição em garrafa. Encho-me até que transbordo. Corro e pulo, saltito correndo. Tons de marrom, amarelo e vermelho. Sou tão preenchida que vivo vazia. Sou tão grandiosa que me torno pequena. Eu sou eu mesma, coisa óbvia a se dizer. Eu sou eu mesma, complicada de ser. Borboletas pairam no ar como se estivessem a anunciar algo tão belo e incompreendido, a morte de algo querido. Deseja-se tanto que se perde no tempo, este de fato mal interpretado. Tons de marrom e rosa. Sou como o tempo: imortal prosa.

Areia Quero adormecer numa rosa, abraçada numa abelha.
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Areia Quero adormecer numa rosa, abraçada numa abelha. Quero escrever poesia, cansei de prosa. Já desfiz a viscosa teia. Meu corpo é minúsculo. Tenho mãos preenchidas por grãos de pólen e vazias de pulso, por isso o busco nessa composição. Meu corpo é grão de areia, sou aquele farelo numa praia cheia que compõe a vista feia onde as ondas do mar se baseiam. Adentro a onda sonora, este é o Agora dum Outrora que se faz eterno na caminhada amarela ácida e docemente azulada.