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Frase de Lucélia Santos

⁠Desfalecendo de amor Pobre de mim quando você partiu Eu parecia um barco no mar Prestes a tão cedo naufragar Sem força e leme para conduzi-lo Meu coração como uma folha seca sem destino Levada com força pela correnteza À mercê das rochas e incertezas Angustiada, como uma biblioteca sem livros A luz do sol brilha através da janela Mas, para mim, o dia será de sombra Farei com que minha alma se esconda Somente à noite, contemplarei a lua bela Entrego-me à escrita com afinco Conto para os papéis sobre meu amor Que ao perdê-lo, a dor, meu sorriso levou E derramo todo sentimento que deveras sinto. Lucélia Santos

Lucélia Santos

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Pensador.com

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Outras frases de Lucélia Santos

⁠Amor Eterno Quando o amor escapa por entre as mãos E acha-se que não mais o encontrará
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⁠Amor Eterno Quando o amor escapa por entre as mãos E acha-se que não mais o encontrará O mundo dá muitas voltas e então A este amor, novamente ele te levará Pensasse que para amar é preciso ter Engana-se em acreditar assim Quando se ama, mesmo sem te pertencer O coração quer vê-lo feliz, mesmo sem ti O corpo e rosto envelhecem com o tempo Mas este amor, ele continua novo e vivo É como se o colocássemos para dormir pequeno E depois o acordassemos grande e lindo A dor da saudade é um alarme, um aviso Que esse amor permanece ali É eterno, verdadeiro, por toda vida vivo Nada é capaz de destruí-lo mesmo por partir. Lucélia Santos

⁠Cálice Sem teus beijos quase morro de amor Beberia do cálice proibido
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⁠Cálice Sem teus beijos quase morro de amor Beberia do cálice proibido Sem ver-te, seguir não consigo É um castigo suportar tamanha dor Se ei de desfalecer, que seja em teus braços Ao deitar-me, minha alma grita de angústia Tão melancólica, sussurro a nossa música Em meu peito abriu-se um buraco.. Esse amor é fogo e flameja em mim Viver sem ti, eu não suportaria Fui tragada pelas chamas da paixão que vivia Mergulhei no mar para delongar meu fim Nessas águas, a minha dor clama e retorce Um ser, diante de um cálice, solitária e selvagem Se teu amor, minha tristeza afugentasse ! Sigo faminta da tua voz e do teu olhar que me envolve. Lucélia Santos

⁠Fragmentos Como uma rocha cheia de marcas que nunca somem, assim são as feridas que se abrem em nós, podem cicatrizar com o tempo, mas, ficam as marcas. Somos feitos assim, de pedacinhos, cada fragmento nos molda, algums crescem outros se destroem. Aprender com as dores é uma…
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⁠Fragmentos Como uma rocha cheia de marcas que nunca somem, assim são as feridas que se abrem em nós, podem cicatrizar com o tempo, mas, ficam as marcas. Somos feitos assim, de pedacinhos, cada fragmento nos molda, algums crescem outros se destroem. Aprender com as dores é uma tortura, mas, faz de nós seres humanos mais fortes e perseverantes. Olhar-se no espelho literal é facil, ali nós nos arrumamos superficialmente e corrigimos algumas imperfeições, mas, olhar-se no espelho interior dói. Não nos tornemos escravos das dores, isso maltrata, nos corroem por dentro e quando nos damos conta, estamos quase mortos em vida. Meditar no nosso íntimo, fazer uma limpeza em nosso coração, pode nos proporcionar um alívio repentino, é a beleza que mais precisamos cuidar, a interior. A externa sempre encontramos um jeitinho de aprimorar, mas, a joia que há dentro de nós pode naufragar e nunca mais ser encontrada. Lucélia Santos

GRITO Há feridas dentro de mim, invisíveis mas vivas, que sangram em silêncio. Elas tingem a minha alma de uma cor cinzenta, um vazio que ecoa como um abismo sem fim. Sinto-me aprisionada por minha própria existência, como uma linha frágil, prestes a romper, suspensa sobre um ab…
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GRITO Há feridas dentro de mim, invisíveis mas vivas, que sangram em silêncio. Elas tingem a minha alma de uma cor cinzenta, um vazio que ecoa como um abismo sem fim. Sinto-me aprisionada por minha própria existência, como uma linha frágil, prestes a romper, suspensa sobre um abismo. Observo aqueles que celebram a vida, e me pergunto: "O que eles têm que eu não tenho?" Minha autoestima é um fio tênue, quase rompido, e o mundo parece ter se esquecido de que eu também sou feita de carne e osso. Eu não me encaixo nos moldes sociais, nas métricas de beleza e sucesso que nos são impostas desde o berço. Meu corpo é grande, mas o meu coração também é. E nele, apesar de tudo, ainda ressoa uma canção silenciosa de amor. Vivo arrastando-me pelos dias, como quem carrega o peso do mundo nos ombros. Noite após noite, meus pensamentos são uma maratona sem fim, correndo freneticamente em busca de uma resposta, de um motivo para continuar. Ainda assim, nunca desisto. Agarro-me à vida como quem se segura à última corda de um precipício. É nesses momentos, quando o silêncio ensurdecedor toma conta de mim, que pego minha caneta e deixo que ela deslize pelo papel, como um grito mudo. Escrevo não apenas com tinta, mas com a essência do meu ser, com toda a força e vulnerabilidade que habitam dentro de mim. A caneta é a extensão da minha voz, e o papel, o único ouvinte de minha alma. Nesse instante, faço do meu grito um poema, uma sinfonia silenciosa que ecoa nas páginas em branco. E, mesmo em minha solidão, em meu isolamento autoimposto, eu sinto como se alguém, em algum lugar, pudesse ouvir a minha dor.