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Frase de Ricardo Maria Louro

Carta aberta ao Senhor - Vem Espirito de Deus, antiquíssimo e idêntico, Igual por dentro ao silêncio ... Vem, Senhor das coisas impossíveis que, desces no olhar, na voz de quem vive o teu Mistério! Vem ... vaga e levemente com as Mãos estendidas para cada um de nós e beija-nos a fronte, enche-nos de infinito! Funde o teu corpo aos nossos sonhos nos impasses calados que nos prendem a vida! Vem embalar os nossos pensamentos, afagar-nos a tristeza, aumentar a nossa Fé! Vem lá do fundo, de dentro de nós e para nós, das raizes da vida que nos correm nas veias do coração. Dá alento às coisas que dizemos, às que dizemos e não somos, às que somos e não damos. Talvez porque a vida seja curta demais para a Alma que trazemos, talvez, porque não possamos tocar mais além do que o nosso olhar pode tocar, ou, porque não pensemos mais do que o nosso pensamento pode alcançar! Perdoa a nossa frágil condição. Essa que conheces desde sempre ... Aceita, porém, a nossa imensa gratidão por tantas vidas que nos envias indicando a direcção ... Essas vidas que se dão aos Teus desígnios Grandiosos, à Glória do Teu Nome, à plenitude do Teu Espírito. Obrigado, Senhor, pelo Dom do Sacerdócio! Esse Ministério tão cheio de Mistérios, esses Mistérios tão cheios de Grandeza ... Obrigado, Senhor, por aqueles que nos envias a penetrar os Teus Segredos, p'los que curam as feridas, por aqueles que participam em cada sofrimento, p'los que vivem neste mundo de prazeres sem procurar o seu prazer, p'los que vão dos homens até Ti, Senhor, e vão de Ti até aos homens, levando-lhes a Esperança, a Fé e a Caridade num amanhã que há-de vir! ... Por terem um coração de fogo e uma Alma de marfím onde se passeiam , de mãos dadas, a caridade e o amor, levando a cruz como bandeira. Obrigado, Senhor, por lhes dares um pensamento de oiro num corpo de prata! Derrama sobre nós a Tua bênção, mas, abençoa sempre, e em primeiro, quem nos guia, porque nos guia! Pois se não formos dignos de te falar, ao menos, podemos ouvir-te por intermédio desses que escolheste para nos ajudarem p'los caminhos pedregosos que a vida tem ... Despeço-me, Senhor, de Ti, por Ti e em Ti. Ricardo Maria Louro (Caminhando)

Ricardo Maria Louro

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Pensador.com

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⁠CANTIGA DE ESCÁRNIO E MALDIZER: Quando as tripas te doerem Ou tiveres diarreia O XANAX, é bom saberem, Faz passar, é boa ideia! Na farmácia Malagueira A Crispina ao balcão Dá XANAX p'ra cegueira A quem vem com comixão. Aos jantares de Natal Só lá vão os coitadinhos deixa estar que não faz mal Serão sempre pobrezinhos. Um XANAX, é bom saberem Faz passar a diarreia Quando as tripas te doerem Bota-a-Baixo, é boa ideia.

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⁠Nome que é meu - Nada no mundo me prende perdi-me no sofrimento e quanto dói dentro da gente não saber dar tempo ao tempo! Sou como a folha caída que se perdeu do mundo inteiro sou como a flor esquecida em manhã de nevoeiro! A tristeza que me abraça dá mais voz à minha fome sou como tudo o que passa não me chamem pelo nome! Porque esse nome sem carinho foi o destino quem mo deu deixem-me Ser pelo caminho longe desse nome que é meu!

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⁠Viagem - A vida é uma viagem Um retorno sem imagem Nos espelhos do destino, É um grito sem amarras Um poema sem palavras Que vivemos no caminho. O que trago ou não trago O que canto e dou ao fado Só eu sei o quanto dói, Ver nos olhos de toda a gente O silêncio de quem sente O quanto a vida nos destrói. Visto noites e cansaços No meu corpo, nos teus braços Na distância, o teu olhar, Roda a roda do destino Acendo velas no caminho Numa pressa de te amar. Só há Fado e solidão Esta dor e um coração Nos meus olhos a bailar, E no céu da minha noite Já nem há onde me acoite Tanta estrela sem brilhar.

⁠Tremores - E eis que na solidão da praia deserta Caem águas do meu triste olhar,
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⁠Tremores - E eis que na solidão da praia deserta Caem águas do meu triste olhar, Mas essa água que me aperta Não é menos que as águas do mar. Não me lembro de existir dentro de mim Algo maior que a palavra solidão, Algo mais seco que a amargura d'um jardim Plantado junto aos portais do coração. Há uma noite enleada aos desejos de cada um, Um grito, uma metáfora de saudade, Uma vontade de comer que é jejum Que a trazemos desde o berço por piedade. E o que ser para além d'um silêncio sem destino?! Um planeta sem elipse, uma curva, Uma pedra só, pisada no caminho, Um punhal numa fonte de água pura!