Pular para o conteúdo

Frase de Múcio Bruck

É no jardim do desamor que floresce a dor... Lembra-se daquele tempo em que me fazias sorrir? Nunca se atrasava e, por vezes, trazia-me algo Uma manuscrito em rima, um bombom, uma flor Mas, o principal, você se trazia inteiro, completo Lembro-me de seu olhar e perfume a cada chegada E durante o tempo passado juntos, de cada seu toque Fazias de mim, merecedora do paraíso havido em nós Sentia ser normal, viver a paz e a vida de bem querer Desapegos materiais me vieram naturalmente Cedi aqui, ali, abri mão de egos, nada que um dia Falta fizesse ao meu eu e me senti mais gente Mais bem vinda em mim mesma, mais mulher Por isso, já não me reconheço no espelho Essas marcas que deixaste em meu corpo Não são minhas, são resultado de incompreensões De esquecimento de quem somos e nos tornamos Meu sangue não deveria sair de minhas veias Me ser retirado pela insana e violenta ação sua Meus braços, acolhem o resultado de sua ira Que desejo insano é esse de admirar minhas lágrimas¿ O que ficou por ser dito? O que já não te alegra em nosso amor sonhado Se é que o amor sobreviveu à sua mão espalmada Sou frágil, sou aquela que te espera, que se entrega Vago assustada, só e ferida e não sei explicar Em qual momento de minha... nossa jornada Seu amar, carinho puro e fiel, se tornou gelo E a alquimia de minha alegria, virou pesadelo

Múcio Bruck

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Múcio Bruck

1+1=1... Roubaste-me de mim Lento e desejosamente
Continuar lendo

1+1=1... Roubaste-me de mim Lento e desejosamente Em fim de noite que abraça a madrugada Quando as horas, aos poucos, dispersam estrelas Ali, no quase raiar do dia Já não sabíamos mais qual corpo Era parte de mim ou a ti pertencia A magia somou dois... em único amor Nossa melhor amiga: gratidão! Pela vida, pelo encontro... por nós Pela cumplicidade das marcas Mudas e ocultas, sãs em nossa paixão

Trespassado... Já não conto os dias de sua ausência Dou por certo que nada restou vazio
Continuar lendo

Trespassado... Já não conto os dias de sua ausência Dou por certo que nada restou vazio Sabemos nós que a saudade ainda é boa E flutua leve, no eu da emoção... Conta ela, em alegria prestante Que fomos sim, namorados, não amantes! Por isso brotam versos falantes Que viventes, valem mais que diamantes Olhe só As lágrima ainda banham lembranças Afinal, a perda foi por falta de coragem Não de amor cessante...

Arco-íris... Havia em minha fantasia uma passagem perdida Iniciada num desvio secreto na rua das Fadas
Continuar lendo

Arco-íris... Havia em minha fantasia uma passagem perdida Iniciada num desvio secreto na rua das Fadas Passando em meio a terra batida e pedras deitadas Ladeada por ramos rasteiros e lenda inventada E foi nela adentrando que vi o céu se escurecer E já me perdia da trilha de volta e medo sentia Em não mais encontrar, na mata fechada A vereda que queria sob o céu que gotejava Segui em frente e fui encontrar guarida Às margens de um rio claro, doce e lento Que passava peixes e folhas de toda cor E mesmo molhada, distraída me encantei Me peguei perdida sem conhecer a volta Que tanto queria e já não me havia Mas pra minha alegria formou-se no céu Um arco-íris de cores tão belas e amigas Que veio dar seu começo aos meus pés E sendo de luz a ponte nascida em milagre Me convidara por ela seguir, mesmo sem asa Numa jornada que findou à porta de minha casa

Amada Gi... Meu amor Me tire pra dançar
Continuar lendo

Amada Gi... Meu amor Me tire pra dançar Me leve em seus braços Vem findar meus ais Me conte do luar Alegre meus porões Embarque em meu navio Vem conhecer meu mar Não sei dançar um tango Sem perder o chão Não sei ouvir um fado Sem sangrar paixão Nas tramas do destino Fiz planos de amor Teci em desatino Mil rendas de ilusão Ah, a noite Não tardou Guardar suas estrelas A lua retirou Colhi de meu cabelo A rosa que sonhei Te dar ao fim da dança Jurando eterno amor