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Frase de Júlia Figueiredo

CARAÍVA ⁠ Qual é a expressão exata do sentir? Há exatidão no verbo? Qual palavra tem peito para assumir a responsabilidade de carregar a tradução? Caraíva, como te expressarei? Como retribuirei senão devolver todo esse sentimento? Senão desaguar no outro… transferir o afeto? Meu amor, você me curou de mim mesma. Impossível fugir aí. Caraíva é sobre encontro e autodescoberta, é sobre um rio que deságua no mar. Sobre um delta. Um canal no outro, maior, imenso, oceânico. É sobre conexão rio-mar-ser. Caraíva é sobre navegar sem remo, deixar fluir, sem precisar empurrar com tanta força. É sobre colocar uma coroa de flor na cabeça, entrar no barco e confiar no curso do rio. Saber que ele o levará para o mar… É sobre conflito, cura, metarmofose, morte, e, principalmente, RENASCIMENTO! É sobre não querer voltar apenas inteiro, mas transbordando (chorando, mas transbordando). Eu nunca vou esquecer. Eu não posso esquecer. É uma questão de vida agora. Caraíva não dá pra “desver” E tá visto!

Júlia Figueiredo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Júlia Figueiredo

Antes de qualquer coisa, devemos criar espaço para nossa espiritualidade e só a partir daí nos abrirmos às demais criaturas. Saltar e a rede aparecer? Filosoficamente catastrófico, mas (realmente) é o passo da morte que traz renascimento.
Assentada sobre a rocha alta e aquecida, aguardando mais um pássaro pintar essa tela. Ouvimos a corredeira, tocamos a água do leito. Sentimos o calor na pele. Queremos voar para refrescar a alma. Queremos a liberdade de ascender. O vento parece forte, mas não suporta nossa bagage…
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Assentada sobre a rocha alta e aquecida, aguardando mais um pássaro pintar essa tela. Ouvimos a corredeira, tocamos a água do leito. Sentimos o calor na pele. Queremos voar para refrescar a alma. Queremos a liberdade de ascender. O vento parece forte, mas não suporta nossa bagagem pesada. Aqui de cima pensamos como deveria ser, como deveríamos ser. E concluímos estar fora de alcance. A corredeira balança os galhos, contorna a rocha, nutre o limo, compõe a tela. Mas ainda esperamos o pássaro pintá-la. Está mais calor que antes. O Sol queima a pele. Os olhos recolhem-se ainda mais. A tela está menor. Mas com dificuldade, ainda aguardamos o pássaro passar, ditando como deveríamos ser. Está queimando, está ardendo, e com os olhos fechados, sentindo o vento bater sem refrescar a pele, me pergunto como seria se soubéssemos que desmoronaríamos. Lancei-me. “Como pensávamos que poderíamos voar, agora mergulhamos”. E o fazemos com tudo que somos. A coragem de ser livre.