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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

SONETO AMORÁVEL Eu disse a mim mesmo que viveria sem você Ledo engano, o meu coração não me obedece Não sou forte o bastante, como se quisesse Ser. Repito a cada instante, mereço? Por quê? Às vezes o tempo fica sem o dia, ali vazio E a obscuridão da noite me traz a solidão Nada digo, nada tenho, eterna imensidão Sem você, o querer escorre pelo beiral frio Não sei mais ser forte, no horizonte a alma E eu aqui perdido num labirinto de trauma Quanto mais tento sair, mais a desarmonia Eu menti para mim mesmo, até machucar Que eu saberia poetar sem poder te amar Aqui eu, ainda, lhe poetando amor na poesia... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 09 de novembro de 2019 – Cerrado goiano copyright © Todos os direitos reservados Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano