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Frase de Rosangela Calza

⁠Do destino que eu queria Recordo-me de quando meus olhos te viram pela primeira vez. Lembro-me do frio na espinha que senti... Lembro muito bem que tremi... Era frio? Um temor enorme se apossou de mim. Um alarme soou dentro de mim. Era o começo do que eu já antevia o fim. Era o primeiro passo de um caminho que eu já antecipava o fim. Hoje, ao lembrar, eu rio... Pobre de mim... tststs O que está escrito... está escrito! O que cada um tem de passar... tem de passar. Ninguém vai ocupar o lugar de ninguém. Cada qual seu próprio andar vai passo a passo ter de dar. Eu sabia disso... sabia. Sabia que o que viria pela frente iria me machucar. Chamem de premonição... de sexto sentido... de impressão... Não importa como se denomina... o que senti tem todo sentido. Mas... Porém... Entretanto... Todavia... Não se preocupe, sempre soube que o que é meu vai achar um jeito de até mim chegar... O que não é pra ser... não virá... Pode até aos meus olhos se apresentar... Rondar o caminho que estou a rodar. Meu coração roubar... Trazer dor e aflição ao meu coração... Mas logo outro caminho vai pegar. Mas... Porém... Entretanto... Todavia... Eu juro: Só queria que alguém me ensinasse a convencer o destino de acertar. Só queria que o destino se compadecesse de mim... Só queria um pouco de complacência... Queria o destino se coadunasse com meu querer redondinho como se tudo fosse só e somente só ciência. Mas... No que concerne a mim... vive o destino a se enganar... a mil voltas dar... tudo meio sem noção... divertindo-se com meu coração.

Rosangela Calza

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Pensador.com

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⁠Respeitem meu espaço, please! Quero poder gritar. Quando algo está a me incomodar. Se tento me controlar... Nada pior pra me desestabilizar. Manter silêncio? Dentro de mim esse silêncio é estrondoso... bombástico. Pronto a tudo explodir... ou implodir. E me fazer sumir. Quero chorar rios de lágrimas. Lavar a alma. alvejar... purificar. E continuar livre, leve, solta... pela vida a saltitar.

⁠Continua sendo intolerável viver. Não entendo por que se comemora tanto o nascer. Nasce-se e começa-se a morrer.
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⁠Continua sendo intolerável viver. Não entendo por que se comemora tanto o nascer. Nasce-se e começa-se a morrer. Que graça há nisso? E se fala em esperança... Que ironia. Toda noite sucede o dia... Luzes... depois sombras. Momentos de paz, sim... Mas há tantos mais de agonia. Somos solitários... Embora as pessoas se iludam que o estar rodeadas de gente é estar em companhia. Seguimos na nossa tristeza. Colocamos máscaras. Não nos desvendamos totalmente... Expomos só o que nos convém. Escondemos o que aos outros mostra que não estamos bem. Envolvidos em trapos... Farrapos... Há sempre algo de demente no viver. Dormir e acordar. Tudo é uma luta inútil. Tudo tanto faz. E eu? Bem, eu sigo triste e amargurado... Descalço, por este mundo de pedras e espinhos pra todo lado

⁠Minha solidão Parecia minha aquela solidão Era um vazio tão profundo,
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⁠Minha solidão Parecia minha aquela solidão Era um vazio tão profundo, um andar tão só no mundo, um tormento de isolamento. Parecia minha aquela solidão... Vinha sempre tão sozinha, só acompanhada de seus fantasmas só com coração repleto de solidão. Só, sozinha em sua solidão, só queria que alguém na multidão estendesse pelo menos uma vez a mão... e lhe tocasse o solitário coração.

Vá e não volte Vou até ali na frente e não volto. Na vida, tudo deveria ser assim... vá e não volte. Não volte, porque se voltar pode se perder outra vez. Todo mundo deveria nascer sabendo disso. Viver é seguir em frente... não ficar dando voltas, andando em círculos...
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Vá e não volte Vou até ali na frente e não volto. Na vida, tudo deveria ser assim... vá e não volte. Não volte, porque se voltar pode se perder outra vez. Todo mundo deveria nascer sabendo disso. Viver é seguir em frente... não ficar dando voltas, andando em círculos... Lembra como era antes da sua última partida? Você cansava de mim e partia... eu, por dentro, sorria. Sabia que você voltaria. Só que de tanto você partir e eu sorrir... os sorrisos acabaram... agora, quando você parte, eu choro. Só choro. E eu não quero gastar o meu choro... eu não quero chorar até não ter mais lágrimas... então, por favor, vá e não volte. Agora a cada partida sua, atravesso desertos dentro de mim. Você volta... um oásis... até que enfim. E quando eles tiverem fim? Então, vá e não volte. Não quero os desertos, nem os vales de lágrimas... Se você gosta de mim um pouquinho só... então, vá e não volte. ⁠