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Frase de Aline Mariz

O tanto que eu vou salvar Então é assim, exatamente como você disse que deveria ser. Aos poucos, vou me esquecendo de como éramos. Esquecendo da brisa, dos conselhos soprados, das mentiras, das fotos, das conversas na madrugada, de você... E de mim. Não acerta tudo, não. Eu ainda queria que sobrasse um pouco de nós pra guardar, nem que seja na minha memória. Você conseguia me fazer de bobo só colocando aquele seu sorriso torto no rosto, me tinha aos seus pés, era tudo tão fácil. Eu me deixei levar, como nunca havia deixado antes... Esqueci a razão, permiti que meu coração me guiasse dessa vez. Bobagem. Eu até diria que fui ingênuo ao entregar meu coração a ele mesmo, para que se entregasse a você. Mas eu não fui. Cada parte de tempo preenchida entre nós teve um sentido, um sim, um não, um talvez, umas respostas e alguns quiproquós... Cada pedaço de mim estava felizmente cheio de você. É uma pena que você estivesse certa sobre toda aquela história dos amores serem imprevisíveis, e acabarem quando bem quiser, levando tudo o que se passa junto. Aos poucos, vou te perdendo no tempo; é como se você fosse uma foto velha, perdendo a cor com o passar dos dias e lembranças. Espero que o tempo não te leve pra tão longe de mim... Ainda estou resolvendo o tanto que eu vou salvar das nossas conversas sem pressa ou dos beijos sem mais nem menos. Não vá tão longe, ainda te quero por perto de vez em quando. Você pode mudar seu nome pra nostalgia, eu não vou ligar, não... Só fica por aí. Aparece de vez em quando. Não vai embora, não. Eu não consigo tirar os olhos de você assim, tão fácil. Não some, não. Ainda não sei o que tanto quero gravar de você.

Aline Mariz

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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A carta que nunca entreguei Quero teus pés colados nos meus, feito minha boca na tua. Quero teus ossinhos marcando meu quadril feito teus olhos marcam minha alma. Quero tuas palavras marcando meu coração feito teu amor faz comigo. Quero mais de você, quero mais de mim. Quero mai…
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A carta que nunca entreguei Quero teus pés colados nos meus, feito minha boca na tua. Quero teus ossinhos marcando meu quadril feito teus olhos marcam minha alma. Quero tuas palavras marcando meu coração feito teu amor faz comigo. Quero mais de você, quero mais de mim. Quero mais de nós dois. Te quero sendo comigo. Me diga, me mostre, me olhe, me ame. Canta outra vez no meu ouvido que quer o nosso bem, que faz tudo pelo nosso amor. Não perca o costume de me desequilibrar, muito menos de me segurar no último instante. Contorna meus lábios com teus dedos e para bem na ponta do meu nariz; me olha bem no fundo de mim e diz com aquele teu olhar o que sempre me disseste. Dia desses, antes de dormir, percebi uma coisa. Pensei que o amor fosse meu, mas não: é todo teu. Guarda com cuidado, num canto escondido qualquer que seja. Lembra dele, vez ou outra. Olha. Sente saudade, como eu faço.

Novo Limpei a casa e reorganizei os móveis. Joguei fora tudo que não me servia mais e só fazia acumular poeira dentro do meu coração. As lembranças continuam engavetadas, guardadas de mau jeito, para que eu possa dar uma olhada vez ou outra. Ando cheia de vontades. Vontade enor…
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Novo Limpei a casa e reorganizei os móveis. Joguei fora tudo que não me servia mais e só fazia acumular poeira dentro do meu coração. As lembranças continuam engavetadas, guardadas de mau jeito, para que eu possa dar uma olhada vez ou outra. Ando cheia de vontades. Vontade enorme de ser feliz – sempre mais e mais, porque nós, seres humanos e de sangue pulsante correndo louco nas veias, temos essa mania de querer demais. Vontade de entregar-se ao novo, àquilo que ainda está chegando ou já chegou por completo – e me entrego. Vontade de plantar algumas árvores, muita alegria e gentileza no solo desse mundo desconcertado. Meu coração tá transbordando de tanta coisa linda que tem guardada nele, e quero poder doar um pouco disso para todo aquele que queira experimentar – aprendi que não adianta se doar para quem nada quer ou não se deixa querer: a gente só se desgasta e gasta nosso carinho. Vontade de jogar amor para cima, para baixo e para todos os lados. Nas diagonais, paralelas, perpendiculares e diversas outras direções. Espalhar o amor: “que seja doce”. Muito. Que sejamos mais - e menos também. Que nossos estômagos se encham de borboletas e nossos corações se acalmem um pouco. Que mudemos – a nós e o mundo. Que cresçamos. Que somemos e multipliquemos mais do que temos subtraído. Que comecemos de novo e de novo, todos os dias. E que venha o novo.