Pular para o conteúdo

Frase de Luna Moonares

Tempo passa, passa tempo. Enquanto consome a desgraça, em um doce desalento. "Não, o tempo não passa. Ou então,é um ótimo farsante. Os ponteiros parecem estar sintonizados com os batimentos cardíacos, o ponteiro dos segundos pulsando juntamente com a circulação do sangue. O ritmo inconstante das batidas do relógio bailando em sua cabeça, abrindo aos poucos a ferida ocasional, á espera do alarme. E por mais que algumas horas passem despercebidas, em algum lugar do mundo, tenho certeza, que um exaltado urra por rendição. Para cada minuto arrastado, há uma força admirável para sustentar os bombardeios. Não são esses tipos de bomba em que logo pensamos. São as bombas, cruéis e frias, do pensamento. É esse quem consome toda o âmago propósito de viver. São os ávidos pensamentos, aliás, é o dono destes pensamentos que declara guerra ao tempo, que revolta-se contra a sanidade."

Luna Moonares

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Luna Moonares

"O Intrépido tique-taque" hoje tenho mais do que certeza o relógio encontra-se vivo
Continuar lendo

"O Intrépido tique-taque" hoje tenho mais do que certeza o relógio encontra-se vivo e anseia pelo consumo de minha breve estadia pulsa, pulsa, pulsa suga, suga, suga não existe maior fatalidade se não uma porção de horas frias. A inofensiva engenhoca age com destreza engana-nos com seu suave convívio. bum, bum, bum. plim, plim, plim. e então golpeia o tempo cria pernas e trava uma injusta corrida sem linhas de chegada sem troféus ou comemorações. acabará em tudo ou nada. vou me deslocando contra um círculo inerte na ausência de progressos portando uma famigerada sorte dura e vazia.

O sobressalto das quatro pernas. "As cadeiras vão esvaziando-se, e sendo esvaziadas. A sua cadeira permanece lá, até o fim, até a exaustão. Mas lá ela fica, com o rastro de uma presença, tecendo ilusões. A cadeira não está vazia, porque o vazio não é nada. O vazio não nos faz se…
Continuar lendo

O sobressalto das quatro pernas. "As cadeiras vão esvaziando-se, e sendo esvaziadas. A sua cadeira permanece lá, até o fim, até a exaustão. Mas lá ela fica, com o rastro de uma presença, tecendo ilusões. A cadeira não está vazia, porque o vazio não é nada. O vazio não nos faz sentir alguma coisa, porque não existe nada para sentir. Não, o vazio seria ótimo, traria a paz. Mas é algo pior, entre a presença e a ausência, há a insignificância. O que torna a espera mil vezes mais perturbadora. Enlouquece, desvanece, esmorece. Não há nada mais absurdamente doloroso do que uma falsa chegada, um ensaio da felicidade. E no meio dessa sinestesia apropriada, a cadeira continua lá. Como um fantasma, para perseguir, cutucar, te provocar. Seria mais fácil não observá-la ali, parada e estática, como se em um passe de mágica fosse ser ocupada. Mas não, essa cadeira não será utilizada, não hoje, talvez amanhã... Quem sabe?"