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Frase de Adailson Pereira Sales

Poema- O avião das 09h: O avião das nove riscou o céu do sertão, como se fosse um sonho escrito em luz. De cá, fiquei só de pé, no chão olhando o sol nascer por trás da cruz. Leva no ventre um punhado de gente, cada um com seu rumo, sua fé, seu talvez. Uns fogem da fome, outros da mente, outros só buscam o que nunca se fez. Nunca entrei num avião confesso. O vento me basta, a terra me entende. Já viajei sem mapa e sem endereço, pelos caminhos que o tempo acende. São Paulo, dizem, é cidade que engole, de tanto brilho e tanta pressa. Mas o sertão, mesmo quando dói, consola é dor bonita, é luta e promessa. O avião das nove leva esperança, leva o amor de um povo inteiro. Lá vai o sonho, lá vai a mudança, lá vai o futuro num céu estrangeiro. A mulher na janela enxuga o rosto, com o mesmo pano que cobre o pão. E pensa será que ele chega disposto? Ou volta cansado da ilusão? O menino corre e aponta o dedo Olha, mãe, o passarão de ferro! E o pai responde, num tom de segredo Quem sabe um dia, filho, eu espero. O chão é quente, o tempo é lento, mas o coração arde, pulsa, insiste. Cada rosto do sertão é um monumento de quem vive e ainda resiste. E lá de cima, quem voa não vê, que o mundo é maior do que o mapa mostra. O sertão cabe em qualquer nascer, em qualquer alma que seja nossa. São Paulo é pedra, fumaça e ponte, mas também tem gente que sonha e sente. Enquanto aqui, o sol no horizonte ensina o homem a ser semente. O avião das nove virou lembrança, um risco branco no céu vazio. Mas dentro de mim ficou a esperança, como um lampejo, suave e frio. E eu penso, calado, olhando o ar um dia, talvez, eu vá também. Mas se um verso puder me levar, então eu já voei e fui além.

Adailson Pereira Sales

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Pensador.com

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No jardim da minha alma, floresce uma paixão, Teus olhos são estrelas na imensidão, Teu sorriso, melodia, doce canção,
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No jardim da minha alma, floresce uma paixão, Teus olhos são estrelas na imensidão, Teu sorriso, melodia, doce canção, És o sol que aquece meu coração. Teu toque é brisa leve, suave e calma, És a chama que incendeia minha alma, Nos teus braços encontro minha palma, Teu amor é o porto que me acalma. Nos versos do destino, escrevemos a dança, Cada palavra, um passo em nossa esperança, Teus lábios são o vinho, doce lembrança, És o sonho vivido, eterna criança. Teu amor é o mar, profundo e sem fim, Navego em tuas águas, me perco assim, És o tempo e o espaço, começo e fim, Contigo, amor, meu mundo é um jardim. Se sou a lua, és meu céu estrelado, Um amor que é poema, eterno legado, Nosso laço é forte, jamais quebrado, És meu tudo, meu tudo amado. ⁠

poema - O céu dos noivos Quando te vi pela primeira vez, meu coração ficou espraiado em claridade;
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poema - O céu dos noivos Quando te vi pela primeira vez, meu coração ficou espraiado em claridade; havia em tua presença uma aura dulcífera que adoçava até o silêncio ao redor. Tua garridice aureolada reluzia com tão rara graça que intuí, sem resistência, que meu espírito se pendoaria ao teu encanto — pois algumas belezas não se explicam: apenas se sentem. Em teu ser fulgura uma agalma celeste, uma formosura tão sutil que o horizonte reconhece; teus gestos derramam suavência e magnopulcritude, como se o próprio tempo inclinasse sua serenidade para contemplar-te. És minha auriflâmula, meu farol de celsitude, a límpida presença que exala benquerença e virtuluz; teu olhar possui o dom da inefância, e tua voz carrega a doçura da mais pura dulcídia. No toque que me ofertaste, sinto a eternância florescer, broto de luz que nenhuma noite consegue desvanecer. Em tua alma habita uma miraluz infinda, claridade que repousa em mim com brandura antiga e inesgotável. És magnolímpida, és pleniáurea, és serenídea; cada passo teu deixa um rastro de auridez, e cada palavra tua reacende o lume da minha humanidade mais profunda. Se o amor possui um templo, teu nome é o seu altar. Pois em ti encontro altiplácida candura, delicadeza que enleva, acalma, eleva. E assim declaro, diante da vida e do firmamento: que meu coração te escolhe em perpetuidade, que cada aurora será tua, que cada suspiro será de lealdade ardente. Que este poema seja nosso hino, ecoando em votos, enlaces e promessas: pois amar-te é minha glória sereníssima, e caminhar contigo é minha mais alta e eterna beleza.

Ela foi embora — e o Estio, melancólico, partiu com ela. O beijo que me deixou é cândido, e ela, uma verdadeira beldade. É como Aldebarã: morena dulcífera, radiante, com o coração espraiado em ternura.
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Ela foi embora — e o Estio, melancólico, partiu com ela. O beijo que me deixou é cândido, e ela, uma verdadeira beldade. É como Aldebarã: morena dulcífera, radiante, com o coração espraiado em ternura. Faz meiguices que adoçam a alma, mas partiu para um lugar onde a aragem canta sobre os campos silenciosos.