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Frase de Adailson Pereira Sales

No jardim da minha alma, floresce uma paixão, Teus olhos são estrelas na imensidão, Teu sorriso, melodia, doce canção, És o sol que aquece meu coração. Teu toque é brisa leve, suave e calma, És a chama que incendeia minha alma, Nos teus braços encontro minha palma, Teu amor é o porto que me acalma. Nos versos do destino, escrevemos a dança, Cada palavra, um passo em nossa esperança, Teus lábios são o vinho, doce lembrança, És o sonho vivido, eterna criança. Teu amor é o mar, profundo e sem fim, Navego em tuas águas, me perco assim, És o tempo e o espaço, começo e fim, Contigo, amor, meu mundo é um jardim. Se sou a lua, és meu céu estrelado, Um amor que é poema, eterno legado, Nosso laço é forte, jamais quebrado, És meu tudo, meu tudo amado. ⁠

Adailson Pereira Sales

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Pensador.com

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poema - O céu dos noivos Quando te vi pela primeira vez, meu coração ficou espraiado em claridade;
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poema - O céu dos noivos Quando te vi pela primeira vez, meu coração ficou espraiado em claridade; havia em tua presença uma aura dulcífera que adoçava até o silêncio ao redor. Tua garridice aureolada reluzia com tão rara graça que intuí, sem resistência, que meu espírito se pendoaria ao teu encanto — pois algumas belezas não se explicam: apenas se sentem. Em teu ser fulgura uma agalma celeste, uma formosura tão sutil que o horizonte reconhece; teus gestos derramam suavência e magnopulcritude, como se o próprio tempo inclinasse sua serenidade para contemplar-te. És minha auriflâmula, meu farol de celsitude, a límpida presença que exala benquerença e virtuluz; teu olhar possui o dom da inefância, e tua voz carrega a doçura da mais pura dulcídia. No toque que me ofertaste, sinto a eternância florescer, broto de luz que nenhuma noite consegue desvanecer. Em tua alma habita uma miraluz infinda, claridade que repousa em mim com brandura antiga e inesgotável. És magnolímpida, és pleniáurea, és serenídea; cada passo teu deixa um rastro de auridez, e cada palavra tua reacende o lume da minha humanidade mais profunda. Se o amor possui um templo, teu nome é o seu altar. Pois em ti encontro altiplácida candura, delicadeza que enleva, acalma, eleva. E assim declaro, diante da vida e do firmamento: que meu coração te escolhe em perpetuidade, que cada aurora será tua, que cada suspiro será de lealdade ardente. Que este poema seja nosso hino, ecoando em votos, enlaces e promessas: pois amar-te é minha glória sereníssima, e caminhar contigo é minha mais alta e eterna beleza.

Ela foi embora — e o Estio, melancólico, partiu com ela. O beijo que me deixou é cândido, e ela, uma verdadeira beldade. É como Aldebarã: morena dulcífera, radiante, com o coração espraiado em ternura.
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Ela foi embora — e o Estio, melancólico, partiu com ela. O beijo que me deixou é cândido, e ela, uma verdadeira beldade. É como Aldebarã: morena dulcífera, radiante, com o coração espraiado em ternura. Faz meiguices que adoçam a alma, mas partiu para um lugar onde a aragem canta sobre os campos silenciosos.

Poema- Canção da mata Por entre as veredas longas onde o vento se deita, ergue-se o dia lento, qual velho camponês curvado, e a terra, vermelha e viva, abre o peito ressequido para acolher o suor do homem que nela põe seu fado. Nas brenhas que o sol coroa, canta o sabiá sereno…
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Poema- Canção da mata Por entre as veredas longas onde o vento se deita, ergue-se o dia lento, qual velho camponês curvado, e a terra, vermelha e viva, abre o peito ressequido para acolher o suor do homem que nela põe seu fado. Nas brenhas que o sol coroa, canta o sabiá sereno as folhas, de tão antigas, guardam segredos do tempo, e o rio, que nunca apressa, leva em suas águas mansas as dores de quem labuta e o amor de quem é atento. Eu, filho destes sertões, que o mato abraça e consome, carrego o peso da enxada como quem carrega o nome. Mas quando a tarde desmaia num tom de ouro e púrpura, meu peito se firma e canta — pois é em ti que a alma pulsa. Ó minha doce senhora, flor que Deus plantou na sombra, teu olhar é brisa leve sobre o rosto de quem sofre; e teu riso, fonte clara onde até a saudade dorme, é consolo para o homem que vive entre céu e os rochedos. Aqui, onde o chumbo das nuvens ameaça as madrugadas e o trovão, senhor antigo, açoita o rancho de barro, amo-te com força brava, tal qual o vento das matas que rasga folhas e troncos, mas nunca perde o passo. Se a vida, por vezes, pesa — qual saco cheio de milho — tu és o alívio doce que ponho sobre o ombro. És o canto que me guia pelas sendas do destino, és o lume da esperança quando o mundo fica assombro. E juro, diante da lua, testemunha das distâncias, que hei de te amar, minha bela, enquanto o campo florir, enquanto houver rio que corra, e o sabiá tenha canto, e o roçar da noite antiga lembrar-me de te sentir. Pois ainda que o tempo passe, e a roça tome meus dias, teu nome, qual prece antiga, minha alma há de repetir. E quando o sol, já cansado, encerrar minha jornada, serás tu, minha morena, meu derradeiro sorrir.