Frase de Júlia Figueiredo
Ela comprava poltronas caríssimas Mas gostava de sentar nas janelas Vestiu até um tapete confortável na sala Mas passava suas noites balançando a rede do quintal Instalava persianas pela casa Mas contemplava o céu pela janela vaga da cozinha Tinha seus eletrônicos Mas o vinil é que cambaleava sem parar na vitrola Cada joana que via era uma poesia em sua coletânea datilografada E ninguém entendia nada Era seu universo particular Sujeito a senhas indecifráveis
No pensador.ai desde