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Frase de Júlia Figueiredo

⁠⁠De todas as partes do meu corpo que se movimentam em sua direção quando te avistam, os meus olhos correm sempre primeiro para se enlaçarem nos seus. Eu gosto desse nosso mecanismo de procurar a parte mais densa da outra. E nela fixar-se. Gosto de compartilhar a mesma janela com você. O céu da sua retina é sempre um dia que vale a pena ver. Gosto do seu cinza, gosto do seu azul e gosto quando eles se recolhem... Só pelo gosto de lembrar de novo como são lindos. Seus olhos são lindos! Quando você me olha nos olhos, sinto que não há nada entre a gente. Termina o meu corpo e começa o seu. E eu achava que o toque começava no encontro celular. Na quentura da pele-pele. Você chegou primeiro pelas janela da minha alma, sem tempo para licenças. E, sem me tocar, conseguiu me estremecer inteira. Sim, o nosso toque começa no olhar. E eu adoro isso! 100% da minha atenção é sua. São o que seus olhos me dizem. Que você está inteiramente comigo no nosso agora.

Júlia Figueiredo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Antes de qualquer coisa, devemos criar espaço para nossa espiritualidade e só a partir daí nos abrirmos às demais criaturas. Saltar e a rede aparecer? Filosoficamente catastrófico, mas (realmente) é o passo da morte que traz renascimento.
Assentada sobre a rocha alta e aquecida, aguardando mais um pássaro pintar essa tela. Ouvimos a corredeira, tocamos a água do leito. Sentimos o calor na pele. Queremos voar para refrescar a alma. Queremos a liberdade de ascender. O vento parece forte, mas não suporta nossa bagage…
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Assentada sobre a rocha alta e aquecida, aguardando mais um pássaro pintar essa tela. Ouvimos a corredeira, tocamos a água do leito. Sentimos o calor na pele. Queremos voar para refrescar a alma. Queremos a liberdade de ascender. O vento parece forte, mas não suporta nossa bagagem pesada. Aqui de cima pensamos como deveria ser, como deveríamos ser. E concluímos estar fora de alcance. A corredeira balança os galhos, contorna a rocha, nutre o limo, compõe a tela. Mas ainda esperamos o pássaro pintá-la. Está mais calor que antes. O Sol queima a pele. Os olhos recolhem-se ainda mais. A tela está menor. Mas com dificuldade, ainda aguardamos o pássaro passar, ditando como deveríamos ser. Está queimando, está ardendo, e com os olhos fechados, sentindo o vento bater sem refrescar a pele, me pergunto como seria se soubéssemos que desmoronaríamos. Lancei-me. “Como pensávamos que poderíamos voar, agora mergulhamos”. E o fazemos com tudo que somos. A coragem de ser livre.