Frase de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
SOLIDÃO BORRALHEIRA (soneto) Erma solitária solidão borralheira Que atulha o cerrado de melancolia No entardecer encarnado em romaria Alongando o minuto em hora inteira Assim só, os sonhos vão pra periferia A espiar a sofrença além da fronteira D'alma, caraminholando oca asneira A crepitar agonia em atroada sombria O vazio do imenso céu sem cabeira Nos engole com chilreio e zombaria Galopando apertura numa carreira Tétrico encanto da solidão crua e fria Que do silêncio é a sua mensageira E que ao coração saudades anuncia! Luciano Spagnol Poeta do cerrado Janeiro de 2017 Cerrado goiano
Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
No pensador.ai desde