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Frase de Aline Mariz

E eu, por final, sem meu lugar Por mim, eu podia seguir só até o fim... Sem me prender a ninguém, como sempre foi. Não é nem que eu não quisesse, mas eu nunca tive muita vontade... É que eu sempre gostei de ser fiel a tal da liberdade. Como eu podia imaginar que isso acontecer comigo? Me apaixonar por você assim, tão de repente? Eu, que sempre disse que não ia querer nada sério, que relacionamentos não me convêm, e que isso só faz estragar o carinho que um tem pelo outro... Talvez eu só tenha sido um pouco frio. Ou talvez tenha acontecido comigo o que eu nunca quis: precisar de alguém. E principalmente, eu não queria precisar tanto de você. Eu não queria te achar tão linda, nem que você me entendesse tanto, nem que o teu sorriso me deixasse bobo, nem que você fizesse eu me sentir tão bem, nem que você tivesse roubado meu coração deformado... Mas parece que o destino gosta de pregar peças. E de inverter os papéis, pois até pouco tempo quem roubava corações e os punha na estante era eu, e não você. - “Essa aqui é a Olívia, Eduardo” – foi assim que Bernardo me apresentou você naquele outono. Você se lembra? Eu lembro de cada palavra e de cada sorriso envergonhado. Eu lembro da primeira palavra carinhosa que te dei, do primeiro beijo que você me concedeu, do que você me disse quando tomou meu coração de vez... Eu lembro que te confessei tudo o que sentia. E ainda lembro de coisas que não queria lembrar... E dessas coisas, o que me dá raiva é lembrar de cada coisa que planejamos. Me dá raiva lembrar que demos nomes aos que iriam vir, que fizemos planos para um futuro que nunca chegou. Mas o que me dói – me dói mesmo -, é lembrar do nosso adeus. Ou do meu adeus. Tanto faz... A única coisa que sei é que devia ser por isso que nunca quis me envolver assim com ninguém... Porque pior do que ouvir que o amor podia machucar, foi sentir o amor me machucando. Pior do que ouvir dizer por aí que o coração se partia em sabe-se lá quantos pedaços, foi ter o meu coração estraçalhado. E pior do que tudo é ainda ter que te ver com outra pessoa, pra só assim perceber de uma vez que a flor que eu te dei só serviu para que você achasse alguém... Um outro alguém, que me tomou o seu amor. E eu tinha feito de tudo para você perceber que era eu.

Aline Mariz

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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A carta que nunca entreguei Quero teus pés colados nos meus, feito minha boca na tua. Quero teus ossinhos marcando meu quadril feito teus olhos marcam minha alma. Quero tuas palavras marcando meu coração feito teu amor faz comigo. Quero mais de você, quero mais de mim. Quero mai…
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A carta que nunca entreguei Quero teus pés colados nos meus, feito minha boca na tua. Quero teus ossinhos marcando meu quadril feito teus olhos marcam minha alma. Quero tuas palavras marcando meu coração feito teu amor faz comigo. Quero mais de você, quero mais de mim. Quero mais de nós dois. Te quero sendo comigo. Me diga, me mostre, me olhe, me ame. Canta outra vez no meu ouvido que quer o nosso bem, que faz tudo pelo nosso amor. Não perca o costume de me desequilibrar, muito menos de me segurar no último instante. Contorna meus lábios com teus dedos e para bem na ponta do meu nariz; me olha bem no fundo de mim e diz com aquele teu olhar o que sempre me disseste. Dia desses, antes de dormir, percebi uma coisa. Pensei que o amor fosse meu, mas não: é todo teu. Guarda com cuidado, num canto escondido qualquer que seja. Lembra dele, vez ou outra. Olha. Sente saudade, como eu faço.

Novo Limpei a casa e reorganizei os móveis. Joguei fora tudo que não me servia mais e só fazia acumular poeira dentro do meu coração. As lembranças continuam engavetadas, guardadas de mau jeito, para que eu possa dar uma olhada vez ou outra. Ando cheia de vontades. Vontade enor…
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Novo Limpei a casa e reorganizei os móveis. Joguei fora tudo que não me servia mais e só fazia acumular poeira dentro do meu coração. As lembranças continuam engavetadas, guardadas de mau jeito, para que eu possa dar uma olhada vez ou outra. Ando cheia de vontades. Vontade enorme de ser feliz – sempre mais e mais, porque nós, seres humanos e de sangue pulsante correndo louco nas veias, temos essa mania de querer demais. Vontade de entregar-se ao novo, àquilo que ainda está chegando ou já chegou por completo – e me entrego. Vontade de plantar algumas árvores, muita alegria e gentileza no solo desse mundo desconcertado. Meu coração tá transbordando de tanta coisa linda que tem guardada nele, e quero poder doar um pouco disso para todo aquele que queira experimentar – aprendi que não adianta se doar para quem nada quer ou não se deixa querer: a gente só se desgasta e gasta nosso carinho. Vontade de jogar amor para cima, para baixo e para todos os lados. Nas diagonais, paralelas, perpendiculares e diversas outras direções. Espalhar o amor: “que seja doce”. Muito. Que sejamos mais - e menos também. Que nossos estômagos se encham de borboletas e nossos corações se acalmem um pouco. Que mudemos – a nós e o mundo. Que cresçamos. Que somemos e multipliquemos mais do que temos subtraído. Que comecemos de novo e de novo, todos os dias. E que venha o novo.