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Frase de Negreiros

A JAQUEIRA DE SÃO JOSÉ Segundo uma história do município de Itaquitinga/PE, todas as manhãs um menino saía para caçar passarinhos nos arredores, com sua baladeira, usando como munição caroços de jaca. Certo dia, ele avistou um pássaro no céu, que, pela distância, não o reconheceu; mesmo assim, armou sua baladeira com o último caroço de jaca que havia e não se abateu. Esticou a baladeira tão forte que a liga ficou fina e mirou no pássaro com a certeza de que o alvo acertaria. Soltou os dedos, e o caroço subiu feito um míssil teleguiado, mesmo assim o pássaro não alcançaria. O caroço desceu com o dobro da velocidade com que havia subido. Era mês de março, dia 19, e a chuva tinha castigado o município, mas a terrinha estava preparada para o plantio do milho. Quando o caroço desceu, na terra úmida se meteu, numa profundidade tão grande que o menino nunca mais o encontrou. Curiosamente, após o fato acontecido o menino marcou o local e protegeu de todos os perigos. Contou o fato a seu pai, que logo se tornou seu aliado e fiel guardião do local escolhido. Os anos se passaram, e o lugar protegido recebeu plantação de milho e mandioca, mas o cantinho não era mexido. Quando menos se esperava, num belo dia de sol, um broto de jaqueira havia surgido. Foi uma festa no município, pois todos, na região, a história já tinha ouvido. Mais anos se passaram, e os cuidados haviam permanecido, mesmo com o menino já rapaz e seu velho pai envelhecido. Certo dia, o rapaz viajou, porque precisava estudar pra ser militar. Seu pai cansado e fraco, das terras não poderia mais cuidar. Precisando de dinheiro para sobreviver e os estudos do filho pagar, teve que as terras vender a Luiz Maranhão, um usineiro do lugar. A este pediu para a jaqueira lá deixar. Contou-lhe a história, e o usineiro ficou encantado e resolveu de a jaqueira cuidar. Fez um campo de futebol para a população jogar, deixando a jaqueira perto pra na farta sombra descansar. O tempo continuou passando, e nas férias o rapaz vinha a jaqueira visitar. Já subia em seus galhos, chegando até com ela conversar. Perguntava pelo pássaro, pois nunca havia visto um igual em outro lugar. A jaqueira balançava seus galhos como se tivesse respondendo ao que o rapaz insistia em perguntar. Outros anos se passaram, e o usineiro, velho e cansado, teve que as terras lotear. Fez um acordo com o prefeito Zeca Vidal para a jaqueira nunca derrubar. O prefeito, que já conhecia a história da jaqueira, se comprometeu de em um lote ela ficar e, ao seu lado, uma igreja mandou edificar. Os lotes foram distribuídos e vendidos, mas o terreno da jaqueira ficou com Dona Ester, a tabeliã do cartório, porque ninguém quis comprar. A jaqueira ficava no centro, impossibilitando uma casa levantar. O rapaz, agora militar, com sua família veio a terrinha visitar. Sabendo do acontecido, foi a dona do cartório procurar e lhe fez a proposta de o terreno comprar. Sabendo da história do militar com aquela jaqueira e o lugar, pediu-lhe valor acima dos demais terrenos que estava a negociar. Sem pestanejar, o militar fez a compra do terreno para da jaqueira cuidar. Foi uma festa no município, pois todos tinham certeza que ela permaneceria em seu lugar. No dia 19 de março, na festa de São José, foi inaugurada a igreja para o santo homenagear. Nesse dia, batizaram a árvore com o nome de "Jaqueira de São José". 0 militar instalou uma pousada para a família visitar. E criou um jardim, onde, entre gramas e flores, há uma jaqueira no centro pra se cuidar.

Negreiros

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Pensador.com

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Pernambucanidade! Palavra de identidade! Gilberto Freyre lhe deu nome,
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Pernambucanidade! Palavra de identidade! Gilberto Freyre lhe deu nome, Pernambuco lhe deu verdade; E o povo segue escrevendo Por toda sua eternidade.

PERNAMBUCANIDADE Pernambuco é uma chama Que ninguém consegue apagar,
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PERNAMBUCANIDADE Pernambuco é uma chama Que ninguém consegue apagar, É povo que enfrenta a luta Sem jamais se acovardar; Traz no peito a resistência E o orgulho de seu lugar. Desde o tempo das batalhas, Nossa história tem memória, De Guararapes aos engenhos, Cada luta fez história; Foram bravos brasileiros Construindo a nossa glória. Nilo Pereira em três volumes, Expressou de forma verdadeira Esse amor que a todos incendeia, Como chama sertaneja, Como paixão verdadeira Por nossa terra altaneira. Pernambuco tem no sangue Mistura de muitas raças, Índio, negro, português, Cada qual deixando marcas; Dessa união tão diversa Nasceram nossas praças. Tem o frevo pelas ruas, Maracatu no terreiro, Caboclinho, ciranda, Baque solto e batuqueiro; Tem o coco, tem o forró, Tem repente e violeiro. Tem a voz dos nossos mestres, Tem a arte popular, Tem o barro de Tracunhaém, Tem o verso a improvisar; Tem xilogravura e cordel Contando o nosso lugar. Tem Olinda em suas ladeiras, Recife à beira do mar, Tem o Agreste e o Sertão, Tem canavial a brotar; Do litoral ao Sertão, Há um povo a celebrar. E quando tremula ao vento Nossa bandeira querida, O azul lembra o céu aberto, O branco lembra a paz da vida; O arco-íris traz esperança Nessa terra aguerrida. O sol mostra a força viva De um povo trabalhador, A cruz lembra a história De sua fé e seu valor; E a estrela representa Um sonho de esplendor. Heróis ficaram na história, Com seus feitos e bravura; Outros vivem nos terreiros, Na escola e na cultura; Pois herói também é o povo Que preserva sua cultura. Pernambucano não esquece O chão onde nasceu, Guarda a fala dos antigos, O conselho que recebeu; Ama a terra dos seus pais, Ama aquilo que viveu. Pernambuco é resistência, É coragem e tradição, É memória, é identidade, É cultura e coração; É um povo que transforma Cada luta em celebração. Se perguntarem quem somos, Não precisa explicação: Somos filhos dessa terra, Dessa forte geração; Pernambuco é nossa casa, Nossa história e nosso chão. Nilo Pereira em três volumes, Expressou de forma verdadeira Esse amor que a todos incendeia; É Pernambuco em nossa veia, É paixão que não arrefeia, É nossa Pernambucanidade inteira!

SÓ GRATIDÃO Nasci trazendo esperança, Sem saber o que viria,
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SÓ GRATIDÃO Nasci trazendo esperança, Sem saber o que viria, A vida abriu sua estrada, E eu segui com alegria. Por ter recebido a vida, Agradeço a cada dia. Sobrevivi às tempestades, Atravessei vendavais, Caí, levantei de novo, Não quis olhar para trás. Cada dor deixou ensino, Cada passo trouxe paz. Superei tantos obstáculos, Que pensei não suportar, Descobri dentro de mim Uma força pra lutar. Quem persiste diante da vida Sempre aprende a superar. Agradeço à minha família, Aos amigos de verdade, A quem segurou minha mão Nos momentos de dificuldade. Quem compartilha nossa estrada É riqueza e amizade. Agradeço as minhas derrotas, E também cada vitória; Pois a queda me ensinou A escrever minha história. Vitória sem aprendizado É apenas vã memória. Agradeço o que aprendi E aquilo que pude ensinar; Conhecimento compartilhado Faz a vida prosperar. Quem ensina também aprende, Quem aprende pode ensinar. Agradeço pela fé, Por crer e também confiar; Quando a estrada fica escura, Tenho Deus para me guiar. Quem conserva a esperança Nunca deixa de caminhar. Agradeço o que plantei, Mesmo antes de colher; Toda semente tem seu tempo, Cada fruto seu nascer. Quem trabalha com esperança Tem razões para agradecer. Agradeço os meus erros, E os acertos que conquistei; Foi errando que aprendi Os caminhos que trilhei. Cada erro corrigido Foi um passo que avancei. Agradeço por amar, E por também ser amado; Pois o amor deixa na alma Um caminho iluminado. Quem ama nunca caminha Neste mundo abandonado. Agradeço pelos filhos, Pelos livros que escrevi; Pois aquilo que deixamos É semente após partir. Quem perpetua seus valores Continua a existir. Se a vida me deu espinhos, Também me ofertou flores; Deu-me noites tão difíceis, Mas também belos albores. Entre lágrimas e risos, Fui juntando meus valores. Hoje olho para a estrada E agradeço o que passou; Cada encontro, cada ausência, Cada abraço que ficou. Tudo fez parte da história Que a própria vida escreveu. Se amanhã vier incerto, Não preciso me assustar; Levo fé dentro do peito E coragem pra enfrentar. Enquanto houver vida em mim, Terei motivos pra amar. Pelo dom de estar presente, Pelo ontem e pelo agora, Pelo sonho que permanece E pela esperança que aflora; Por nascer, vencer, aprender E deixar sementes mundo afora.

O LIVRO DA VIDA 1 — O começo Minha vida é um livro,
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O LIVRO DA VIDA 1 — O começo Minha vida é um livro, Que começa ao nascer, Todo dia há perigo, Que o tempo faz escrever. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 2 — A infância Na infância há folia, Com brinquedo e correr, Toda hora traz magia, Sem ter medo de crescer. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 3 — A adolescência Vem depois a mocidade, Com desejo de voar, Cheia de curiosidade, Quer o mundo conquistar. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 4 — A juventude O coração se desperta, Quando aprende a desejar, Uma paixão deixa aberta Uma porta para amar. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 5 — A paixão Tem olhar que diz carinho, Sem sequer uma palavra, E a paixão abre caminho, Quando o coração se entrega. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 6 — A desilusão Mas o amor também termina, Quando a promessa se desfaz, E a tristeza nos ensina Que nem todo amor dá paz. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 7 — As lutas Vêm as lutas da jornada, Que nos fazem aprender, Cada dor deixa ensinada Uma forma de vencer. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 8 — As alegrias Há momentos de alegria, Que parecem não ter fim, Há família em harmonia, Com abraço e amor sem fim. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 9 — O tempo O tempo passa ligeiro, Sem parar pra nos esperar, Leva o sonho derradeiro, E nos manda envelhecer. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 10 — A maturidade Cada ruga traz memória, Cada marca, uma lição, Cada queda conta história, Cada perda, reflexão. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 11 — As perdas Há páginas doloridas, Que ninguém quer reler mais, São lembranças tão sofridas, De pessoas que se vão. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 12 — A velhice Na velhice a gente entende O valor de um bom viver, Quem semeia amor, colhe e aprende Que é preciso agradecer. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 13 — A morte Todo livro tem seu fim, Toda estrada tem chegada, Quando a morte chega, enfim, Fecha a última jornada. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 14 — O que fica Mas o amor não morre inteiro, Quando alguém deixa este chão, Pois permanece verdadeiro Na memória e no coração. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 15 — A lição Não rasgue a página triste, Nem esconda a cicatriz, Pois a dor também existe Pra ensinar a ser feliz. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 16 — A caminhada Se a tristeza aparecer, Não desista de lutar, Toda dor pode ensinar Outro jeito de viver. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 17 — A última página Quando o livro for fechado, E não der mais pra escrever, Que seu nome seja lembrado Pelo bem que fez crescer. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. 18 — Conclusão A vida é feita de histórias, De alegrias e de dor, De derrotas e de glórias, De esperança, fé e amor. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. Nascer, crescer, amar e sofrer, São páginas da existência; Morrer é apenas devolver Ao tempo nossa presença. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. Por isso escreva direito As páginas do seu viver; Faça o bem com muito jeito, Enquanto puder viver. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas. Pois ninguém escolhe as páginas Que o destino vai trazer; Mas pode escolher as marcas Que deixará ao morrer. No livro da Vida nem todas as páginas são coloridas.