Frase de Antonio Montes
BRAÇOS DO ALENTO Hoje, eu me peguei olhando a janela do tempo. E nesse pega, pega eu me vi, menino, sorrindo, pequeno. Vi o meu sorriso, simples atirado aos ventos, me vi escorregando pela lama alegre da infância meu esboço sob poças d'águas, e eu... Jorrava deslizando pela felicidade da juventude. Olhando a janela do meu tempo... Eu pulava amarelinho sobre a minha calçada, enquanto atirava flechas de sonhos sob o arco multicolorido do meu arco-íres. Eu corria pelas chuvas do terreiro e assistia a minha felicidade voando através das nuvens brancas como paina algodão. Quando menino... Eu observava os relâmpagos e corria pelas chuvas molhando o meu ser inocente. Hoje aqui, olhando a janela, do meu tempo me vejo criança, cheio de esperanças e sonhos, me pego rodopiando ciranda... E me vejo sentado sobre as margens do meu rio, flutuando cisma nas águas da saudade. Olhando a janela do meu tempo... Eu me pego, admirando os chilrear dos pássaros e todo abestalhado com o revoar das borboletas, as quais giram como se estivessem desenhado os anéis de saturno sob o ar. Aqui, quando me vejo menino, me pego andando descalço sobre as areias observando os reflexos do sol, os quais se projetam desenhando as arvores sobre as sombras e o frescor da velha estrada. Da janela da minha vida, eu me perco sob o labirinto do meu tempo, para logo me pegar absolto nos braços dom meu alento. Antonio Montes
No pensador.ai desde