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Frase de Jaak Bosmans

Desvendar – te a mulher. Percorro em deslizantes carícias Teu perfil -silhueta, em noite da grande lua Deitados em lençóis de perfeitas ondulações Bordados com brilhos abissais, em cenário de prata. Momento -silêncio de música etérea Escuto o perfeito encanto do teu desejo. É pequeno, suave e tímido, o toque de teus pés Num acolher que me faz sentir que me queres teu. Percorres ainda em pequenos delírios Em desejo ardente de ser mulher Buscando meus segredos desvendar Sem abrir a guarda, de teus contidos recatos. Se refazem sabores dos perdidos inícios Nos lençóis já em dobras menores Onde os corpos já desnudos se bordam entre si Na busca do que se torna apenas outro ensaio. Desejos contidos pelas velhas lembranças, Se revelam num súbito desfazer de algumas carícias E no inquieto e incontido sentir-se mulher Ainda escondes o desvendar – te inteira. Sufocas em beijos teus sussurros de esperado prazer, Que no mais perfeito entrelaçar de nossos corpos, Te retesas e te entregas no mais doce e perfeito delírio, Quando enfim te fazes mulher naquele que é teu homem. Jaak Bosmans 04-06-09

Jaak Bosmans

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Pensador.com

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Contrariando a lei da física, no amor, dois corpos ocupam sempre o mesmo espaço.
Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos
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Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos Persegui-te em saltos mortais nas alturas dos trapézios Contorci-me a caber-me inteiro em teu irrevelável interior Pouca luz, rufar dos tambores, avisam silêncio e suspense Lâmina afiada separou-te em metades que se refizeram em meu inteiro Equilibrei-me com vendas e guarda sol em cordas bambas e monociclos Palhacei-me para os sorrisos ingênuos e puros na criança de todos nós. Expelido entre fumaça saí em tua direção como homem bala sem sabor Caindo sempre em redes tecidas por pescadores de sereias e sonhos Corri ainda no picadeiro de tantas agonias e pesadelos. Onde me equilibrei em cavalgadas aladas entre estrelas e satélites. Em veloz e ruidoso show, repeti sempre o mesmo trajeto Onde a vida só existe como espetáculo, no mesmo globo da morte. Conquistei-te pela mágica do desfilar dos finos lenços multicores Que lançados aos céus, se transformaram em suave e alva paz. Na apertada malha de tantos brilhos esperou-me o cume da pirâmide Onde pousei sob o olhar da tua bela e misteriosa esfinge. Fiz bailar com doçura os elefantes do teu amargo passado E como último e anunciado impossível de todo o espetáculo Enfrentei a fera indomável da tua beleza selvagem Com o requinte que me fez domar-te com carícias e sussurros. Jaak Bosmans