Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
ANOITECER (soneto) Desmaia o dia no árido cerrado Num adeus de luz e esplendor É Deus com o seu recompor Do céu azul ao negro estrelado E eu, aqui num mero espectador Sob este tão espetáculo, admirado Não sei se rio, choro ou fico calado Inerte... no âmago belo do criador É um rosário pelo encanto desfiado Conta a conta, infinito e acolhedor D'amor, benção, no tempo denodado Está hora, do ângelus, do cair multicor Enteando saudades, dor ao enevoado Vem a noite, para vida por ela transpor © Luciano Spagnol poeta do cerrado Dezembro, 2016 Cerrado goiano
Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
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