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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

ANOITECER (soneto) Desmaia o dia no árido cerrado Num adeus de luz e esplendor É Deus com o seu recompor Do céu azul ao negro estrelado E eu, aqui num mero espectador Sob este tão espetáculo, admirado Não sei se rio, choro ou fico calado Inerte... no âmago belo do criador É um rosário pelo encanto desfiado Conta a conta, infinito e acolhedor D'amor, benção, no tempo denodado Está hora, do ângelus, do cair multicor Enteando saudades, dor ao enevoado Vem a noite, para vida por ela transpor © Luciano Spagnol poeta do cerrado Dezembro, 2016 Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano