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Frase de Pietro Kallef

Eu cai e tive que encontrar forças para levantar, eu subi mas de uma forma surreal tive que descer sem entender o por que, apenas desci. Eu ouvi coisas absurdas sobre minha personalidade - coisas essas desconhecidas até mesmo pelo meu inconsciente - e tive que ficar calado para não entrar em conflito comigo mesmo, tive que me matar para dar vida à outras pessoas, tive muito e hoje tenho quase nada. Desisti de sonhos para alimentar um sonho alheio, tive que sacrificar minha felicidade por algo aceito por várias mentes moldadas, gritei até ficar ficar sem voz e as respostas nunca vieram. Fingi que sabia quem eu era para que não me derrubassem sobre um penhasco profundo, andei sem rumo e hoje ando sem destino. Aceitei o inaceitável e não tive o mesmo respaudo quando precisei, aprendi o que se vai, vai mesmo, nem sempre volta, descobri que o "não" é algo advindo de negatividade e não de instabilidade. Tenho cicatrizes que não se fecharam, mas não por uma questão de não querer que se fechem, mais sim, porque ainda existira esperança, lutei desarmado com seres que estavam preparados até os dentes, usei frases prontas de grandes filósofos e elas não me trouxeram grandes mudanças além da reflexão que as mesmas trazem. Vi que recomeçar é bem mais complicado do que o começo e o fim nem sempre é percebido, insito. Enfim, com todo esse viver que resumo em existir não me trouxeram grandes aprendizados, apenas me ajudaram a secar toda a água que teimosamente exprime o que um dia eu senti.

Pietro Kallef

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Pietro Kallef

Temos que ser fortes ao ponto de conhecermos nossas fraquezas.
Terminei algo que nunca começei, disse palavras revestidas de impressões cruéis, deduzi sem ter provas, atirei pedra e me devolveram flores, entristeci todos e a mim mesmo, reagi com imaturidade e prepotência, ergui minha cabeça a tal ponto que não enxergava mais o passado e velh…
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Terminei algo que nunca começei, disse palavras revestidas de impressões cruéis, deduzi sem ter provas, atirei pedra e me devolveram flores, entristeci todos e a mim mesmo, reagi com imaturidade e prepotência, ergui minha cabeça a tal ponto que não enxergava mais o passado e velhos amigos, andei desesperadamente sobre os trilhos que construí sozinho e que no final não me levaram a lugar qualquer. Te privei da pequena água e me mandaram chuva forte, gritei por ter perdido enquanto muitos choravam em silêncio, não quis escutar enquanto você falava e acabei ficando sem audição por longos anos, rezei pelo meu individualismo nos momentos em que muitos pediam por todos os seres humanos, chamando-os de irmãos. Escondi minhas imperfeições certo do imediatismo, mas, fui consumido pelo egocentrismo trivial. Falaram sobre novos tempos, dias melhores, um amanhã curador e até um travesseiro consolador - onde pusera a cabeça pesada. Cantaram hipocrisias de um final repleto de remissões e que assim os pecados desapareceriam, acreditei que ali tudo terminaria e descansaria em paz, porém, percebi que tudo havia me deixado e nem percebido tinha. Levantei as mãos e ajoelhei ao seu perdão. Permitiria me deitar ao chão? Mereço nada e um pequeno pedaço de solidão, não faça por mim e sim por você - alguém melhor que determinado "eu".

Feri princípios, ignorei o concreto, fingi não ver o plano real de um cartesiano, esqueci palavras que me destruíram por alguns instantes, me curei da chaga venosa, implorei um beijo, entreguei o meu todo, declarei os mais sinceros sentimentos, declamei Cecília, preparei o café a…
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Feri princípios, ignorei o concreto, fingi não ver o plano real de um cartesiano, esqueci palavras que me destruíram por alguns instantes, me curei da chaga venosa, implorei um beijo, entreguei o meu todo, declarei os mais sinceros sentimentos, declamei Cecília, preparei o café amargo, levitei seu corpo sobre o meu e ali permaneci quieto para não te acordar. Fui cego e deixei de ouvir o receio alheio até que fosse suportável para você. Eu nunca pensei em como me livraria desse amor, desejava apenas ter o toque, o cheiro, a saliva, o olhar e os cabelos sobre meu corpo. Procurei no jardim o trevo da sorte, fiz figas, rezei, prometi e cumpri, fiz análise e greve de fome, mas nada teve efeito sobre você. A porta ainda continua entre aberta, para não dizer escancarada e lhe transparecer desespero e solidão, mas, é bem o que representa. Antes, migalhas de você, hoje lembranças. Quando ouvir a nossa música e sentir uma palpitação ou uma vaga recordação, volte e me cubra de luz, somente luz. Infelizmente fui feliz e isso é péssimo.