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Frase de João Batista do Lago

FILOSOFIA DO AMOR De João Batista do Lago O amor esse desdouro inquietante e avassalador banha o corpo de torpor e a alma sangra no matadouro e o sangue escorre pelo ralo das veias enrijecendo o corpo inteiro e grudando-o na cruz do madeiro O amor, meu amor, não é brincadeira Ele está sempre à frente e também na traseira, fica do lado direito, mas também no lado esquerdo muitas vezes ele chora outras tantas desespera muitas vezes vai embora outras tantas fica e implora Esse maldito do amor que ninguém sabe onde nasce nem quando trucida os amantes incautos enganando-os com a paixão e dos imprudentes brinca e troça faz quermesse na jugular das emoções onde leiloa beijos e carícias vãs Ah, esse sujeito vagabundo que faz juras em desmedida profusão prosta os amantes querelantes debilita a palavra sussurro derruba o abraço mais profundo humilha o beijo com o escarro e subjuga o gozo na raiva do presente Enfim, ó tu louco e eterno amor que vagueia sensações despudoradas és o príncipe do desconhecido a quem se busca em vidas desesperadas alcançar a sinfonia do perfeito verbo onde pretendemos abrigar os corações escarlates de vidas de humanos carentes

João Batista do Lago

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de João Batista do Lago

Se querem mesmo saber: eu estou cansado desses poetas ditos sagrados, em verdade são uns desgraçados da sorte; são o caldo cultural de uma indústria poético-literária, que têm nos seus livros a exploração póstuma desses escribas que deveriam está definitivamente enterrados.
FANTASIAS (Para uma amiga muito especial) Ó fantasias que escondem
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FANTASIAS (Para uma amiga muito especial) Ó fantasias que escondem minh'alma pura, que me revelam diante do meu eu-espelho, que me segredam toda impura no sacrário de um altar jamais revelado: hóstia de essência imaculada, refém da mandala sagrada. Sei! Sou fiel depositária do sonho desvelado, do gozo nunca sentido, da esperança macabra do falo que não fala a linguagem do meu corpo em brasa, corpo que se arrasta entre os lençóis da casa e que voa nas fantasias d’uma ave sem asas.