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Frase de Raymond Carver

Beija-flor Suponha que eu diga verão, escreva a palavra “beija-flor”, coloque-a num envelope e desça a colina até a caixa de correio. Quando você abrir minha carta, você se lembrará daqueles dias, e do quanto, simplesmente do quanto eu te amo.

Raymond Carver

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Raymond Carver

Eu podia ouvir meu coração batendo. Podia ouvir o coração de cada um. Sentado ali, podia ouvir o som humano. Mas nenhum de nós se movia. Nem mesmo quando a sala escureceu.
O que o médico disse Ele disse não parece bom ele disse parece mau aliás muito mau
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O que o médico disse Ele disse não parece bom ele disse parece mau aliás muito mau ele disse eu contei trinta e dois deles em um pulmão antes de parar de contar eu disse fico feliz não ia querer saber que tem mais do que isso lá ele disse por acaso você é religioso você se ajoelha em bosques na floresta e se permite pedir ajuda quando encontra uma cachoeira a névoa soprando contra seu rosto seus braços você para e pede clareza nesses momentos eu disse não mas pretendo começar hoje mesmo ele disse sinto muito ele disse gostaria de ter outro tipo de notícia para dar eu disse Amém e ele disse algo mais que eu não entendi e sem saber mais o que fazer e sem querer que ele precisasse repetir aquilo e que eu realmente precisasse digeri-lo apenas olhei para ele por um minuto e ele olhou de volta foi então que me ergui num salto e apertei a mão daquele homem que acabara de me dar algo que ninguém no mundo jamais tinha me dado talvez eu tenha até agradecido por força do hábito

Medo Medo de ver a polícia estacionar à minha porta. Medo de dormir à noite.
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Medo Medo de ver a polícia estacionar à minha porta. Medo de dormir à noite. Medo de não dormir. Medo de que o passado desperte. Medo de que o presente alce voo. Medo do telefone que toca no silêncio da noite. Medo de tempestades elétricas. Medo da faxineira que tem uma pinta no queixo! Medo de cães que supostamente não mordem. Medo da ansiedade! Medo de ter que identificar o corpo de um amigo morto. Medo de ficar sem dinheiro. Medo de ter demais, mesmo que ninguém vá acreditar nisso. Medo de perfis psicológicos. Medo de me atrasar e medo de ser o primeiro a chegar. Medo de ver a letra dos meus filhos em envelopes. Medo de que eles morram antes de mim, e que eu me sinta culpado. Medo de ter que morar com a minha mãe em sua velhice, e na minha. Medo da confusão. Medo de que este dia termine com uma nota infeliz. Medo de acordar e ver que você partiu. Medo de não amar e medo de não amar o bastante. Medo de que o que amo se prove letal para aqueles que amo. Medo da morte. Medo de viver demais. Medo da morte. Já disse isso.

Felicidade Tão cedo que ainda é quase noite lá fora. Estou perto da janela com o café
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Felicidade Tão cedo que ainda é quase noite lá fora. Estou perto da janela com o café e tudo aquilo que sempre a essa hora nos passa pela mente. Quando vejo o garoto e seu amigo subindo a rua para entregar o jornal. Eles usam bonés e agasalhos, e um deles traz uma mochila nas costas. Estão tão felizes que nem sequer conversam, os garotos. Acho que, se pudessem, estariam até de braços dados. É de manhã bem cedo e os dois caminham lado a lado. Lentamente, eles vêm vindo. O céu começa a clarear, embora a lua ainda paire sobre a água. Tanta beleza que por um instante a morte e a ambição, mesmo o amor, não se intrometem nisso. Felicidade. Ela vem inesperadamente. E vai além, na verdade, de qualquer discurso sonolento.