Frase de Aleff Lavoisier
Desabafo de uma triste alma Ao romper do dia, resolvi confessar a mim mesmo as dores que acumulo (que as vezes nego) no peito, transformando cada uma delas em palavras. Qual é a causa de cada mágoa? Que razão me conduz ao desanimo perante os obstaculos que dificultam o alcance do que tanto almejo? Porque acuso-me por não pertencer aos padrões que o mundo apresenta? Porque me julgo o mais imperfeito ser existente? Será sempre assim? Como consigo viver sem ver os velhos amigos e porque não faço novos? O que apagou o sorriso que um dia iluminou o meu rosto e colocou um semblante sombrio? Porque não confio totalmente em ninguém? Porque não confio em mim mesmo? O que me fez construir muros entre eu e quem eu amo? Porque todas as verdades que carreguei por tantos anos se tornaram mentiras? O que me fez desprezar aquilo que considerava certo e hoje não é? Porque amo de uma forma diferente? E porque tratam esse amor diferente com preconceito? Acham que não é verdadeiro? Porque temo mostrar a minha familia minha própria verdade? Eles me aceitariam como eu sou? Até quando suportarei sofrer com o medo de revelar quem eu sou? Devo me manter com a alma sangrando por medo de decepcionar ou revelo o que me dá prazer mesmo correndo o risco de perder aqueles que amo? Assim prossigo nessa jornada, sufocando meu próprio ser, me destruindo por dentro para que todos fiquem bem e não se envergonhem de mim. Essa alma desesperada, despreparada para a dor do desamparo, se mantem vazia tentando refletir uma alegria que não tem, pisando em espinhos sozinha, cheia de incertezas e mesmo assim sobrevivendo com a esperança de um dia poder ser completamente como é e ser amada por isso.
No pensador.ai desde