Frase de LJ Nhantumbo
Onde estão os meus amigos quando eu preciso? Quem são os meus amigos que até hoje não visualizo? (São os novos ou antigos?), estou ainda indeciso Não são os mortos nem os vivos (que fique o aviso) Este monólogo não é recente e já me assombra o juízo Quando olho-me atentamente, já virei um narciso Embora descontente consigo soltar um riso Vivo assim indiferente e apartado da «ISO» Estou frustrado, zangado e sinto-me abandonado No chão fui lançado, pisado e humilhado Excluído, ignorado, sem motivo apartado Quase sempre isolado, no ermo refugiado O que fiz de errado? Por que sou desprezado? Sei que serei mal interpretado pelo que tenho falado Então, que fique explicado por que estou revoltado (Males tenho enfrentado sem ninguém do meu lado) Tudo que faço não presta, para vocês sou um falhado Toda malta me detesta e na rua sou apontado Tratado como a besta, de todo mal sou culpado Mas se olhas a minha testa Não há nenhum número marcado Escrevo assim e assado, de como estou inspirado Escrevo hoje estressado e amanhã mais relaxado Escrevo o quanto sou odiado e o quanto posso ser amado Mas escrevo preocupado se serei devidamente captado. Não sou um chorão em busca de consolo Se achas-me um bebezão, és mesmo um tolo Isto sai-me do coração, digo-te, não enrolo Estende então a sua mão, dá-me então o seu colo É simples amigão, será que é pedir de mais? Quero acreditar que não, sejamos cordiais Estou sozinho na escuridão onde os demónios são reais Afundo nesta podridão, deambulando em espirais Conheço bem a solidão, já explorei todas vantagens Hoje acabou a diversão, preciso de novas viagens Sair do meu quarto, contemplar novas paisagens Ouvir novos sons, escutar novas mensagens Mas sozinho já não, necessito de um companheiro Dispenso a multidão, procuro o verdadeiro Os poucos que virão, que venham por inteiro Está é a condição para atarmos o laço derradeiro No Inverno, no Verão, no Outono, na Primavera Em qualquer estação, estarei a sua espera Serei o seu guião, seu escudo contra a quimera E espero de si irmão que remuneres da mesma maneira Termina assim este monólogo que inicia com uma questão Os meus amigos quem são, os verdadeiros onde estão? Será que aparecerão e os falsos se afastarão? Ou nem se quer saberão por desconhecerem esta Compilação.
No pensador.ai desde