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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

Monólogo da Despedida Terá uma noite, que, ao me deitar, Tua alma comigo não mais estará A saudade transcenderá Os sonhos, que por ti idealizei Chegará quando, pouco por ti sentirei. Se foi mero engano do destino Apresentar-me ao teu sentimento Só recordação, não serei em nenhum momento Terás gravado circunstâncias no pensamento Tatuadas pela saudade, pelo descontentamento. Mesmo não desejando, saberás dos outros Que frustrado caminho na solidão Da ausência de seu amor, seu coração Tão impregnados em minha emoção Agora ao leu, sem significado, em vão. Haverá quando não mais teremos importância Um ao outro seremos somente consonância Não mais saberei de ti E ti não vai querer saber de mim Porque pouco importa, foi o fim

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano