Frase de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
MEUS VERSOS (soneto) Meus versos, o vento no cerrado ganindo A angústia da alma vozeando melancolia O silêncio fraguando rimas na monotonia Duma solidão, da saudade indo e vindo São a trilha do fado escrevendo romaria Desatinadas, o meu próprio eu saindo Das palavras de ansiedade, intervindo Com minha voz sufocada, do dia a dia Meus versos são a migalha cá luzindo Na sequidão do vazio que me angustia Que há entre a quimera e o real infindo Meus versos são colisão com a ironia Do choro e da alegria no peito latindo Meus versos, minha voz, minha valia © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 2017, junho Cerrado goiano
Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
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