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Frase de Maria da Penha Boina

A vergonha de ser feliz Por que você julgou que eu fosse morrer? Tenho a certeza que era essa a sua maior vontade Minha verdade? Estão nos anos que vivi quase morta de arrependimento e sofrimento suportando a infelicidade pela falta do meu próprio eu da minha autonomia e estabilidade trocados por um ambiente hostil Fugi para ter de volta o meu mundo Continuei por algum tempo a sofrer sabendo da sua insanidade revolta, ódio e até onde iria a sua intolerância E eu te digo, você trabalhou como rato de esgoto mas, víboras se alimentam de ratos Como disse o poeta Gonzaguinha "viver é não ter a vergonha de ser feliz" Eu sei, você não conseguiu a sua vingança mas encontrou a bonança sem a vergonha de ser feliz Sabe por que o poeta disso isso sobre a vergonha de ser feliz? É que a felicidade está no amor que sentimos e quando não existe amor de verdade sabemos que a felicidade é passageira são momentos no arrepio das ilusões apoio para as frustrações Sem consciência e em apuros usa-se e abusa-se incondicionalmente por um tempinho feliz Mas, quando consciente sabe da "incompletude" que tem e aquilo que completa é incompleto também É isso que nos causa vergonha e para suprir a danada grita-se aos quatro ventos que não tem a vergonha de ser feliz por já estar desolado com a felicidade que tem ao lado E digo ainda, não vou morrer por causa da sua felicidade pelo contrário ela suscitou a minha independência de responsividade libertada das suas agruras e tenho vergonha de dizer pela falta de carência interior o quanto sou completamente feliz.

Maria da Penha Boina

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.