Frase de GIL M. FLEMING
Há tanto para se fazer e dizer, frente à crueldade do tempo Sentado, olhando o cair da noite, antecipo o que é inevitável Revejo cada momento, cada minuto, que passei com você Enlaçados, apaixonados Sempre me perguntando: será que deixei evidente o bastante meu amor? será que não esqueci o que tenho a fazer? Uma frase, uma palavra O desespero do que foi e do que não foi dito Tudo, absolutamente tudo, parece conspirar A folha que cai, o riso da desconhecida, o telefone que toca Não há nada que aconteça à minha volta que não lembre você Dia após dia, cidade após cidade, seja olhando o chão negro e duro das estradas, seja viajando na maciez branca do céu, vejo-te O semblante triste, renitente, delata o medo que, em vão, busco esconder Medo do seu desamor e das histórias passadas e desconhecidas que procuro esquecer Eu sei da força inexorável que pode nos afastar, e tremo Sei das suas armas e do que ela é capaz Mas, também sei do nosso amor e sua imensidão Os termos é que me apavoram O início ainda arde em mim, o interlúdio está repleto com nosso calor... No fim (não nos é dado conhecê-lo), o que era dúvida se torna certeza e o que era tristeza se torna valor.
No pensador.ai desde