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Frase de Maria da Penha Boina

Sem analogia de almas Sou puro sentimento, sou mulher, É na constância sentimental que alimento a minha alma, Os céticos que a lê, dizem que em mim não existe. Digo com solidez que a vida não é arbitrária, Tenho como princípio o antagonismo, Para alimentar o meu sentimento, ajo com a razão. Sou uma imperfeição de pessoa Tenho como causa primária às exceções Profano as regras capazes de eliminar a minha abstração. Quem comigo conjumina, leva-me a uma triste impressão, De tirar-me o privilégio do desvio, do habitual. Quem clarividência minha alma, elimina a minha consciência sutil. Não aceito esse dogmatismo que dissimula a minha regalia Sou uma semideusa, assim, onipotente, Tenho uma alma conceitual sem similitude.

Maria da Penha Boina

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.