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Frase de Brunna Keila

"A Melancolia Que os Alunos Carregam Dentro Deles.” As salas de aula parecem cheias de vozes, risadas e movimentação, mas, se olharmos com atenção, veremos algo escondido por trás dos cadernos abertos e das telas iluminadas: uma melancolia silenciosa que muitos alunos carregam. Ela não é sempre visível. Às vezes se esconde num olhar cansado, num suspiro diante de uma prova, na falta de entusiasmo para responder a uma pergunta simples. Outras vezes aparece no corpo que está presente, mas na mente que vaga para bem longe. Essa melancolia nasce de muitos lugares: da pressão em ser perfeito, do medo de decepcionar, da comparação constante, da falta de tempo para viver fora da escola, do peso das expectativas. Nasce também da solidão disfarçada, da sensação de não ser ouvido, de que suas dores são pequenas demais para importar. No fundo, cada aluno carrega uma batalha invisível. E a escola, que deveria ser espaço de descoberta e crescimento, tantas vezes se torna palco de ansiedade, cobrança e silêncio forçado. A melancolia dos alunos é um pedido de pausa, de escuta, de acolhimento. É o coração dizendo que aprender não pode ser apenas decorar fórmulas e datas, mas também encontrar sentido, encontrar lugar, encontrar-se. Porque só quando a escola aprender a enxergar o que os olhos não mostram, os alunos poderão estudar sem sentir que precisam esconder dentro deles a parte mais humana que possuem: a fragilidade.

Brunna Keila

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Brunna Keila

"A Falta de Entendimento dos Irmãos Mais Velhos e Mais Novos” Entre irmãos existe um laço que parece inquebrável, feito de sangue, infância e lembranças. Mas, ao mesmo tempo, esse laço é atravessado por diferenças que tornam o convívio um território delicado. O mais velho sente…
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"A Falta de Entendimento dos Irmãos Mais Velhos e Mais Novos” Entre irmãos existe um laço que parece inquebrável, feito de sangue, infância e lembranças. Mas, ao mesmo tempo, esse laço é atravessado por diferenças que tornam o convívio um território delicado. O mais velho sente o peso da responsabilidade, como se fosse chamado a ser exemplo, guia, quase uma extensão dos pais. Já o mais novo cresce à sombra desse exemplo, desejando liberdade, querendo ser visto por si mesmo, e não apenas comparado. Daí nasce a falta de entendimento. O irmão mais velho olha para o caçula e o vê como imaturo, irresponsável, sem a seriedade que a vida exige. O mais novo, por sua vez, enxerga no mais velho alguém duro, exigente, que parece ter esquecido o que é sonhar e brincar. Ambos se cobram, ambos se julgam — e pouco se escutam. Essa distância não é apenas de idade, mas de percepção do mundo. O filósofo diria que cada um vive em sua própria temporalidade: o mais velho já se preocupa com o futuro, enquanto o mais novo ainda se agarra ao presente. É como se olhassem a mesma estrada por ângulos diferentes. O problema é que, nessa falta de entendimento, se perde algo precioso: a possibilidade de aprender um com o outro. O mais velho poderia ensinar paciência e prudência; o mais novo, leveza e espontaneidade. Mas muitas vezes ambos preferem se proteger em suas certezas, em vez de abrir espaço para a escuta. No fundo, irmãos se amam, mas também se estranham. Talvez a verdade seja que esse estranhamento é inevitável — e, paradoxalmente, é nele que mora a chance de crescimento. Porque compreender o outro, quando ele é tão diferente, é também compreender melhor a si mesmo. Assim, a falta de entendimento entre irmãos é uma escola silenciosa: ensina que o amor não é feito de iguais, mas de diferenças que precisam ser acolhidas.

⁠Desculpa. Desculpa por não conseguir te fazer sorrir ingenuamente como você sorria. Desculpa por não conseguir ser a pessoa que você procurava. Desculpa por muitas vezes não conseguir lidar com todas as suas emoções em geral.
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⁠Desculpa. Desculpa por não conseguir te fazer sorrir ingenuamente como você sorria. Desculpa por não conseguir ser a pessoa que você procurava. Desculpa por muitas vezes não conseguir lidar com todas as suas emoções em geral. E por último, perdão por não ter sido quem você queria que eu fosse. Perdão, porque eu não consegui ser o anjo, o parâmetro, o amigo que você e seu coração precisavam no momento. Nossa história não terminou bem, mas ainda sim é a melhor que eu conheci. Agora, eu vou ter que me lembrar de você por mais tempo doque eu te conheço. E por favor, não me diga que eu sou tão esquecível quanto o tempo e o silêncio tem me feito sentir. Só porque eu deixei você ir, não quer dizer que eu queria.

Falar de silêncio é algo muito importante — e, ao mesmo tempo, difícil. Toda vez que eu paro pra falar de silêncio, eu vejo o abismo que eu sou. E toda vez que o vejo, percebo que vou me salvando através dele.
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Falar de silêncio é algo muito importante — e, ao mesmo tempo, difícil. Toda vez que eu paro pra falar de silêncio, eu vejo o abismo que eu sou. E toda vez que o vejo, percebo que vou me salvando através dele. Quantas vezes a gente questiona o outro sem ter empatia pelo que ele vive — e, às vezes, nem é uma escolha. Faltam três meses pro ano acabar, e eu já começo a sentir saudade. O silêncio me faz respirar. Ao mesmo tempo que ele me cansa, ele também me desafia. Às vezes, ele atravessa a gente — de um jeito que nem dá pra explicar. Engraçado como, a cada dia que passa, surge uma nova sensação sobre o meu trabalho. Hoje foi um dia triste, e tive a certeza de que o meu trabalho leva um pouco das minhas tristezas com ele. Ainda assim, eu agradeço muito. Vou sentir falta quando acabar. E toda vez que eu digo isso, penso: que clichê! Mas, na verdade, quando a gente se despede de um trabalho — de um ciclo, né? — a gente se despede de muita coisa dentro da gente também. Às vezes, me pergunto: o que as pessoas sentem quando leem meus textos? O que está chegando delas até mim? Será que elas sentem essa avalanche de emoções que a gente sente ao escrever? Ou será que não sentem nada? Será que a falta é minha? Ou será que elas só não querem entrar em contato com as coisas que doem? Mas aí, de repente, a gente recebe o gesto de alguém que poderia julgar quem sofre — e não julga. A pessoa encosta a mão em você e diz: “Posso te fazer um elogio? Muito obrigado. Eu me vejo em você.” E, na verdade, quem agradece sou eu. Porque é a escrita que me faz ficar viva. Enquanto eu tiver oportunidade, eu vou escrever o melhor que eu puder.