Frase de Rogih
A simples lua que brilha lá no céu, com seu sorriso me rejuvenesceu. Com palavras frias, que me adoeceu. As estrelas complementam o ego seu. Após muitas e muitas noites, seu coração, por mim amoleceu.
No pensador.ai desde
A simples lua que brilha lá no céu, com seu sorriso me rejuvenesceu. Com palavras frias, que me adoeceu. As estrelas complementam o ego seu. Após muitas e muitas noites, seu coração, por mim amoleceu.
No pensador.ai desde
A Sombra da Ideia Em que canto se esconde o real, senão na lembrança do que não foi?
A Sombra da Ideia Em que canto se esconde o real, senão na lembrança do que não foi? O mundo é reflexo desigual de algo que pulsa… mas já se foi. Toquei o belo com olhos fechados, buscando formas no véu da razão. Mas o que vi eram traços borrados de um ideal preso na ilusão. A alma — essa prisioneira antiga — geme por algo que não sabe dizer. É sede de luz, mas sempre ambígua, no espelho das coisas por conhecer. Caminho entre sombras projetadas, tentando lembrar o que nunca vivi. Meu peito carrega estradas fechadas e um silêncio maior do que eu previ. Ó verdade, tão longe e tão pura, por que deixaste migalhas no chão? Sigo-as sem fé, mas com ternura, como quem ama sua própria prisão.
Três Portas No meio escuro da vereda errante, perdi-me além do mapa da razão.
Três Portas No meio escuro da vereda errante, perdi-me além do mapa da razão. Eis que surgiu, com olhos de diamante, a sombra em forma de revelação. “Abandona a esperança”, disse a brisa, no arco negro onde o mundo se despia. Caminhei, e a dor virou divisa, na terra em que o tempo se esquecia. Vi línguas feitas só de penitência, reis em tronos de fogo e de vergonha. A carne é fraca, mas há consequência — o espírito é quem mais apanha. Depois do Inferno, ergui-me em lamento. No Purgatório, aprendi a subir. Em cada passo, o céu, como argumento, me abriu um verbo: “Amar é resistir.” E quando a luz do Éter me tocou, senti que Deus não era um velho rei. Era o silêncio, eterno, que brotou em mim — o paraíso que busquei.
Ecos do Nada Prometeram sentido — tarde demais. O altar já estava em ruínas,
Ecos do Nada Prometeram sentido — tarde demais. O altar já estava em ruínas, e a fé, como um fantasma que jaz, sorria com suas mentiras finas. Ergui minha alma como quem cospe sangue em direção ao céu rachado. Mas só ouvi o eco que nunca responde e o silêncio, de novo, ensurdecido e alado. A moral — um teatro de bonecos partidos, pendurados em cordas de culpa e dor. Choram por virtudes que nunca existiram, rezam por um bem que fede a horror. O tempo é uma piada repetida contada por cadáveres em festa. E a verdade? Uma prostituta envelhecida, sábia demais para ainda ser honesta. Nada é profundo. Tudo é abismo raso. E quem ousa olhar… afunda. Pois pensar é morder o próprio atraso, e viver, uma doença sem cura, vagabunda.
Eterno Retorno Vivo mil vidas num só instante, sou chama que ri da cinza.
Eterno Retorno Vivo mil vidas num só instante, sou chama que ri da cinza. O tempo curva-se diante da vontade que não finda. Deuses caíram por minhas mãos, ilusões, trapos do medo. Quem encara o abismo em vão nunca será o segredo. Ergo-me além do bem, do mal, sem bússola, céu ou chão. O caos — meu berço original, a dor — minha redenção.