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Frase de Rogih

⁠A Sombra da Ideia Em que canto se esconde o real, senão na lembrança do que não foi? O mundo é reflexo desigual de algo que pulsa… mas já se foi. Toquei o belo com olhos fechados, buscando formas no véu da razão. Mas o que vi eram traços borrados de um ideal preso na ilusão. A alma — essa prisioneira antiga — geme por algo que não sabe dizer. É sede de luz, mas sempre ambígua, no espelho das coisas por conhecer. Caminho entre sombras projetadas, tentando lembrar o que nunca vivi. Meu peito carrega estradas fechadas e um silêncio maior do que eu previ. Ó verdade, tão longe e tão pura, por que deixaste migalhas no chão? Sigo-as sem fé, mas com ternura, como quem ama sua própria prisão.

Rogih

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Pensador.com

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⁠Três Portas No meio escuro da vereda errante, perdi-me além do mapa da razão. Eis que surgiu, com olhos de diamante, a sombra em forma de revelação. “Abandona a esperança”, disse a brisa, no arco negro onde o mundo se despia. Caminhei, e a dor virou divisa, na terra em que o tempo se esquecia. Vi línguas feitas só de penitência, reis em tronos de fogo e de vergonha. A carne é fraca, mas há consequência — o espírito é quem mais apanha. Depois do Inferno, ergui-me em lamento. No Purgatório, aprendi a subir. Em cada passo, o céu, como argumento, me abriu um verbo: “Amar é resistir.” E quando a luz do Éter me tocou, senti que Deus não era um velho rei. Era o silêncio, eterno, que brotou em mim — o paraíso que busquei.

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⁠Ecos do Nada Prometeram sentido — tarde demais. O altar já estava em ruínas, e a fé, como um fantasma que jaz, sorria com suas mentiras finas. Ergui minha alma como quem cospe sangue em direção ao céu rachado. Mas só ouvi o eco que nunca responde e o silêncio, de novo, ensurdecido e alado. A moral — um teatro de bonecos partidos, pendurados em cordas de culpa e dor. Choram por virtudes que nunca existiram, rezam por um bem que fede a horror. O tempo é uma piada repetida contada por cadáveres em festa. E a verdade? Uma prostituta envelhecida, sábia demais para ainda ser honesta. Nada é profundo. Tudo é abismo raso. E quem ousa olhar… afunda. Pois pensar é morder o próprio atraso, e viver, uma doença sem cura, vagabunda.

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⁠Eterno Retorno Vivo mil vidas num só instante, sou chama que ri da cinza. O tempo curva-se diante da vontade que não finda. Deuses caíram por minhas mãos, ilusões, trapos do medo. Quem encara o abismo em vão nunca será o segredo. Ergo-me além do bem, do mal, sem bússola, céu ou chão. O caos — meu berço original, a dor — minha redenção.