Frase de Everton Arieiro
Depois da infância Era um tempo distante Aquele sem desconfiança Era num passo confiante Que se firmava a criança. O verbo vem no passado No passado é só lembrança E o olhar fica molhado Se pergunta sobra a esperança. Já são anos os dias O futuro mudou de lugar São mulheres as gurias Amanheceu o que era luar. Inocência que não existe Tempo tornou-se escasso Incoerência de quem desiste E planos que eu mesmo faço. Na terra que já não ando Na rua que já não brinco A vida que está findando O fim que já está vindo. E eu vivo fugindo Driblando a desesperança Encontro a quem vem sorrindo A encontrar-me durante a dança.
No pensador.ai desde