Frase de Eduardo Flávio Jacob ( Escritor, Araxá- MG)
Acender da poesia a chama, Feito o cigarro acendido e logo se apaga!
Eduardo Flávio Jacob ( Escritor, Araxá- MG)
No pensador.ai desde
Acender da poesia a chama, Feito o cigarro acendido e logo se apaga!
Eduardo Flávio Jacob ( Escritor, Araxá- MG)
No pensador.ai desde
A carne não tem forças, Para vencer sua inimiga invencível, Essa, criatura viva nenhuma,
A carne não tem forças, Para vencer sua inimiga invencível, Essa, criatura viva nenhuma, Tem como fugir a tempo sua sorte, A morte.
Mescladas de um pouco de tudo, Poesias são assim, Como o Brasil,
Mescladas de um pouco de tudo, Poesias são assim, Como o Brasil, Miscigenação, De festas a velórios, Certos velórios mais são festas, E certas festas mais parecem, Velórios, tudo Mesclado em sombras mórbidas, Que a escuridão alua, Da cor descorada, Temperada com chuchu e Melancolia, Isso é um Brasil É poesia.
Versos enviados E esses agora Vão pra aqueles versos
Versos enviados E esses agora Vão pra aqueles versos Que já foram de mim embora Versos mais como aos avessos Me escaparam entre os dedos E nem sei como foi Fazer versos com e sem medos Como ao matadouro caminha o boi Meus versos perdidos Estão por aí Nas vidas nos dias sofridos E eu nem sei ainda Como desse tédio sair Queria tanto meus versos resgatar Como que uma combinação bombástica Amor e dor Num súbito sulfrágio De poemas , pontes espontâneas Mas as vezes pinguela De emoções despedaçadas comparsas Remanescentes entre o eu só O eu mais só brio ainda sóbrio As vezes me vem a enfadonha Impressão de que vim E estou no meio desse calor Nesta existência por puro Simples estágio de amor Mas só me vejo nesta vida A compor...
Inexistir Não quero ser Assim mesmo que quisesse não conseguiria
Inexistir Não quero ser Assim mesmo que quisesse não conseguiria Não tenho tanta amargura pra tal literário Sou mais a minha própria e singela poesia No Vazio perene e só Um grito inominável Urro de imprevisto O inexistir Teima em existir E meus dias se vão Neste escuro que me fecho e revelo Solidão Ser é o maior querer Olho para o lado Inexistência Falta diferente Alma presente Em emoções inexistênciais Existo ( Prêmio CNNP/2017 )