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Frase de Raphael Bragagnolle

Coração Amargurado Coração amargurado, perdi meu grande amor. E disso sou culpado, carrego em mim essa dor. Nos perfumes de uma flor me pego a indagar: será que a saudade e o sofrimento nascem juntas pra caminhar? Saudade é o gosto estranho de algo que não está mais aqui. E o sofrimento é a pergunta do porquê não vivi cada instante como único, como se fosse o fim. Hoje, as lembranças me queimam, inflamam meu coração. Mas o tempo — esse bombeiro ausente — não apaga essa combustão. As chamas sobem sem medida, um fogo difícil de conter. Pois o que mais me fere na vida é não poder mais amar você. Ah, se eu tivesse amado cada manhã qualquer, cada espreguiçada cansada… talvez não sofresse por essa mulher. Faz tempo que não sei da alegria, meu sorriso já não é meu. Hoje ele vive nos outros, ecoando o que se perdeu. E a culpa foi minha — eu sei — por perder aquele olhar de amor. Quando, embriagado por uma doença, escolhi a ausência em vez do seu fulgor. Raphael Bragagnolle

Raphael Bragagnolle

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Pensador.com

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Vazio… No dicionário significa desprovido de conteúdo,
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Vazio… No dicionário significa desprovido de conteúdo, contudo faço um apelo ao leitor: o meu vazio tem nome e pode ser chamado de amor. O vazio que reside em mim não foi por mera coincidência, aliás, saliento que esse companheiro diário é fruto da minha total incompetência. Incompetência em ser humano. Ora, precisamos ser honestos, também fui rude, desleal e com amor ausente de gestos. Mas faço uma correção no meu texto, se não vos importunar: humano é aquele que vive, aprende e erra, acerta e com consciência nos faz diferenciar. Errei com quem mais amava, fui ausência quando apenas a minha presença era necessária, e agora o vazio que eu deixei no peito se instaura. Chame de carma, retorno, eu confesso que não ligo, trago comigo dores e desilusões que rezo por não findarem comigo. Se não findaram, ao menos matou uma parte de mim, que acreditava no amor e que não era uma pessoa ruim. O tempo a curou e disso me alegro, não gostaria de ser o algoz daquela que obteve meu único sentimento sincero. Esse vazio caminhará ao meu lado, já estou me acostumando com sua estranha beleza, ao ponto de acordar e desejar: “Bom dia, tristeza.” Raphael Bragagnolle

Peso do passado Eu estou tão cansado, o tempo é pesado demais.
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Peso do passado Eu estou tão cansado, o tempo é pesado demais. e não sei mais se suporto o peso do meu passado. A minha alegria se foi como um entardecer alaranjado, e a tristeza se apossou de mim como um hóspede indesejado. Nada mais faz sentido: carreira, sucesso, futuro… se simplesmente perdi o que mais amava por ser negligente e imaturo. Quantas vidas eu daria pra te ver de novo, simplesmente te olhar, já que nem sequer um adeus e um “eu te amo” meu peito pode clamar. A dor é insuportável e viver com isso me corrói, mas a culpa de ser responsabilidade minha, é o que de fato me destrói. Será que existe remédio pra culpa? Acredito eu que, se existisse, todos comprariam. Não faço de mim um mártir, porque nem para isso serviria. Mas o tempo é um amigo leal, é onde me prometem conforto. Até lá, sigo cantando e escrevendo frases de uma cabeça que pensa, embora de um coração morto Raphael Bragagnolle

Entre a Pressa e o Vazio Vejo as pessoas indo e vindo, cada uma com sua vida e sua história.
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Entre a Pressa e o Vazio Vejo as pessoas indo e vindo, cada uma com sua vida e sua história. Tristes, felizes, chorando ou sorrindo, tão perto da morte ou sedentos por glória. Quando foi que essa corrida começou? Não ouvi o barulho da largada… talvez porque o que ainda me apetece os olhos seja o retrato de uma vida já ultrapassada. Onde não corríamos pra ser melhor que o outro, nem pra mostrar quem tem mais ou melhor, mas sim quem ia estar conosco na caminhada, com olhos marejados de amor. A companhia de uma vida parece tão longe, que chega a ser uma viagem, na qual o destino é incerto e, na ótica de hoje, talvez uma miragem. Enquanto o mundo busca comparação e status pra, de alguma forma, se sentir vivo, eu conto as coisas que vivo — sozinho em um quarto, sozinho… sonhando com um mundo mais compassivo. Raphael Bragagagnolle

Ah, o Amargor Ah, o amargor… Saudade da doçura
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Ah, o Amargor Ah, o amargor… Saudade da doçura de um sorriso sincero, da felicidade que um dia foi pura. Te quero — tanto — que já não importa a idade, nem o tempo que leve pra reencontrar essa verdade. Qual idade eu preciso alcançar pra sentir tudo novamente? Eu já senti o amor… e hoje carrego o amargo presente. Matei cedo demais o que era vida em mim, um amor tão inteiro que não merecia ter fim. Sou juiz e sou réu, culpado, confesso — condenado, crimes contra quem mais amo, um coração que deixei marcado. E pago, dia após dia, com o gosto amargo da culpa, com o peso do autoengano que a alma nunca oculta. Ah, o amargor nos meus lábios toda vez que lembro de você, de cada gesto, cada expressão… e de tudo que deixei morrer. Falei de sorriso — mas não me escondo: não sou vítima dessa dor, fui eu quem apagou o primeiro brilho dos olhos do meu grande amor. Ingênuo… não soube amar. Hoje você segue, com outro alguém, e eu só espero, em silêncio, que nunca sinta o que eu sinto também. Que não prove esse amargor, essa saudade que não tem fim, do seu “bom dia” perdido no tempo… e de tudo que restou em mim. Assinado: Seu grande amor. Raphael Bragagnolle