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Frase de Valeria Teixeira dos Santos

No início, nada de tão sério. Até que a intensidade foi se tornando insuportável. Era um dia sem sono e outro, hibernação. O corpo e a mente se mantinham em frequente luta para ver quem conseguiria trabalhar mais. Se num dia não comia nada por total falta de apetite, no outro devoraria qualquer coisa. Paulatinamente a dor no meio do peito parecia se aprofundar até transpassar às costas. Os esquecimentos não eram mais um simples apagar de mente por segundos, passavam-se tempos, até que conseguisse a tão famigerada lembrança de volta. De repente, saber que no dia seguinte teria que ir a algum lugar tornava minha mente e corpo em erupção total, era suor para todo lado, coração acelerava e tudo implorava por socorro. Não era falta de fé, fraqueza, estresse seguido de dor no peito ou loucura diagnosticada, era depressão e síndrome do pânico tratados por psiquiatra e análises com psicólogo. Se agora tudo está bem? _ Sim. Até que por qualquer razão, que não seja rotineira, venha me abalar novamente. O quê que faço quando tudo volta? _Absurdamente, com uma lança em mãos e vestida de couraça, me levanto e enfrento meus dias. Por que a analogia quanto à lança e a couraça? _ Porque é dessa forma que me sinto, como que se vestida estivesse para me deparar com a guerra que não está do lado fora, mas intrinsecamente, em mim mesma. Se é fácil? _Não, não é fácil. É uma batalha enfrentada cara a cara todos os dias. vts

Valeria Teixeira dos Santos

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Pensador.com

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Outras frases de Valeria Teixeira dos Santos

O encontro Segue ela ao encontro de seu amado. Ela que era só receios, vestiu-se de coragem. Em noite de inverno, se agasalhou, mesmo quando todo seu corpo em chamas ardia. Durante a viagem, no trem, eram anunciados remédios e doces para venda. Ela comprou uma caixa de ousadia e…
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O encontro Segue ela ao encontro de seu amado. Ela que era só receios, vestiu-se de coragem. Em noite de inverno, se agasalhou, mesmo quando todo seu corpo em chamas ardia. Durante a viagem, no trem, eram anunciados remédios e doces para venda. Ela comprou uma caixa de ousadia e dose excessiva tomou; dos doces, adoçou mais sua boca, que ora era apenas sede dos beijos de seu amado. Tomada das mais atrevidas vestimentas, despiu-se de toda culpa e pudor. Dos beijos molhados e suculentos, das mãos que eram só atrevimento e do toque na pele, vivenciando todas as sensações que apenas aqueles intantes poderiam lhes proporcionar, fez o casal, momento velado e eternizado.

Inverno e suor São nas noites impetuosas de inverno, Quando o suor invade nossos poros,
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Inverno e suor São nas noites impetuosas de inverno, Quando o suor invade nossos poros, Que percebo em nós até onde nossas quimeras amorosas podem nos levar. Nos levam a conhecer as estrelas em céus nublados; às aguas salgadas dos rios, por nosso gotejar; à sobrevoar pelos jardins na negritude, quando são nossos pés que nos levam por percorrer. É o suor mais picante e desejado da que é só eterno delírio.

Se estás cansado de caminhar E não tens onde repousar Ofereço a ti meu coração
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Se estás cansado de caminhar E não tens onde repousar Ofereço a ti meu coração Nele encontrarás fontes que Saciarão todas as tuas sedes E ao nos tornarmos uma só alma Verás que encontrastes repouso indubitável Onde terás corpo abrasador Para aquecê-lo do frio Mãos para percorrerem por todo teu corpo e Seios, onde repousarás tua cabeça e Sentirás a deleitosa essência de Tua amada, meu amor.

Noite de tormentas É quando a noite chega No encontro do eu com meu eu
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Noite de tormentas É quando a noite chega No encontro do eu com meu eu Que as tormentas irrompem E o silêncio do desconhecido Abalroa-se com a turbulência da mente Seus bramidos ensurdecem-me na calada Não há estratégias ou fugas Preciso me manter viva ao embate É quando vou de encontro à janela Fito o firmamento e Me sobrevém à lembrança que em breve Haverá o alvorejar, dia se tornará E o silêncio do desconhecido se calará.