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Frase de Andressa. S

SONHO PERDIDO Era uma noite como todas as outras, essas noites em que o desejo fala mais alto. E pra variar, meu desejo era dele, só dele. As tentativas eram muitas, mas o desejo prevaleceu. "Queria levá-la comigo", disse ele. E minhas forças se dissiparam, queria vê-lo também. E ele surge na minha porta com seu automóvel que mais parece raios de luz, e me ilumina. Nos olhamos, e ele brilhou de uma maneira rara dentro de mim. E me soltou na noite, me deixando conviver com as infinitas possibilidades. Mas o que eu quero está a um passo de mim, está a centímetros de minha boca, do meu corpo. E ele não entende! A noite soa como despedida, no fundo sabemos que é justamente isso, uma despedida. E a cada passo, cada ato, eu o observo detalhadamente. Ele retorna a mesa com o cheiro agradável, que, só ele faz o cigarro ter. E a insanidade se externa. Tento me recompor.... Estou faminto! diz ele E isso chega em mim por inúmeras sinapses, choques elétricos envolvem meu corpo. Nos vamos embora e ele estaciona para matar a fome. (Ah, não era eu o alimento) Nos comemos, a nossa maneira, dentro das nossas possibilidades e impossibilidades. E eu me despeço, não como das outras vezes, ratifico que é a nossa última vez. E ele intervém com instrumentos envolventes. E numa tentativa insana ele tenta me perfumar com o seu perfume, não dessa vez. Não queria ter do que me lembrar, como nas noites anteriores. Gotículas rolam. E eu sinceramente não entendo o motivo dessa tempestade interna querer se externa. É a última vez! Até que.... Adeus, Meu Precipício! Me despeço com saudades de nossas quedas livres, de todos os risos que nos oferecemos um ao outro, das irritações. Me despeço com saudades da menina que eu era quando o menino que ele não mostrava ser, estava comigo. Saudade é não ter e mesmo assim querer saber. É ele! (E a trilogia dos tons termina aqui.)

Andressa. S

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Andressa. S

MEU MOTIVO E você sorri, assim, de um jeito despretensioso. E eu me pergunto como esse sorriso é capaz de despertar tanto esse meu lado desajeitado, triste, solitário, que só se acende quando você aparece. É bom se encontrar no motivo do sorriso do outro, é bom!
MADRUGADA VIVA Um copo da bebida de colarinho branco, você e sua nicotina distribuída, o vento, a noite, as pessoas, o avesso de pessoas, o som, o mover das árvores, indicação de vida na madrugada adentro. Troca de conversas, olhares, sentimentos, carícias, troca de alma.
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MADRUGADA VIVA Um copo da bebida de colarinho branco, você e sua nicotina distribuída, o vento, a noite, as pessoas, o avesso de pessoas, o som, o mover das árvores, indicação de vida na madrugada adentro. Troca de conversas, olhares, sentimentos, carícias, troca de alma. Me vejo exatamente vivenciando tudo outra vez, vivenciando a sua cara de avesso ao ambiente, seu desejo de liberdade tão aparente, como uma águia em vôo rasante no céu. As olheiras marcantes de noites mal dormidas e bem bebidas, ou comidas. As mãos macias e oxigenadas a percorrer em toda extensão da minha perna, a fim de promover a troca de calor. Ameaças de invasão em banheiro público, quando o instinto do cinqüenta tons fala mais alto. A maneira, a doce maneira de tragar toda a fumaça do cigarro, ou a advinda de mim e depois soltar, formando nuvens, algodão doce, sombras, vestígio, pegadas, me formando ou tornando-me uma passiva ativa ou vice e versa. A linda vista, a vista mais linda e instigante, despertadora de todas as emoções e desejos possíveis, o perfume sedutor, o natural e o artificial ao fim da trama, corpos predisponentes as armadilha da sedução. O cheiro de bebida, embebida com a fumaça do cigarro, a despedida, e a certeza de não passar de uma farsa, teatro enriquecido, encenação eloquente. Bem vindo ao espetáculo da madrugada!

Ei belo moço! Eu sinto sua falta, apesar disso não parecer nada normal, eu continuo sentindo. Você me deixou vulnerável com aqueles olhares, as sensações, os desejos, a fala mansa e continua. Você me deixou!
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Ei belo moço! Eu sinto sua falta, apesar disso não parecer nada normal, eu continuo sentindo. Você me deixou vulnerável com aqueles olhares, as sensações, os desejos, a fala mansa e continua. Você me deixou! Foram dias intensos. Acamada, com músicas lentas ao ouvido e uma dor inexplicável, alguns apostaram na saudade, os sintomas eras idênticos. Acordada as quatro da manhã, imaginando as palavras grossas e frias que você me dissera na noite passada, eu morri. Morri, não pelo fato de você ter me destratado, mas, por ter me importado. Qualquer babaca que dissesse algo parecido soaria como um nada, mas você, você era a minha chance de ser salva, talvez a única. E se foi com tudo que eu havia sentido. Eu queria ter gritado pedindo para você ficar, mas era tarde ou cedo demais, nunca se sabe. Eu não sabia!