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Frase de Alessandro Teodoro

⁠E se a Finitude da Vida for a Moldura Invisível que valora tudo o que vivemos? Talvez seja justamente porque a vida acaba que cada instante carrega algum valor. Se tivéssemos tempo infinito, talvez os abraços pudessem esperar, os encontros poderiam ser adiados, os pedidos de perdão ficariam para depois e os sonhos jamais precisariam sair do papel. A finitude nos lembra, e muito silenciosamente, que não existe um estoque ilimitado de manhãs nem amanhãs. É ela que transforma um café com quem amamos em memória, uma conversa despretensiosa em lembrança, um olhar em saudade. É porque sabemos que as pessoas podem partir — e que nós também partiremos — que certas presenças se tornam tão preciosas. Estranhamente — aquilo que nos apavora — também pode nos ensinar a viver. A consciência de que o tempo é limitado deveria nos tornar menos econômicos com o afeto, menos orgulhosos diante do perdão, menos preocupados em vencer discussões e mais interessados em não desperdiçar encontros. Talvez viver bem não seja tentar encontrar uma maneira de escapar da finitude, mas aprender a fazer dela uma razão para estar inteiro no que ainda existe. Porque, no fim, não é apenas a quantidade de tempo que valoriza a vida. É a consciência de que ele não volta. E talvez seja por isso que algumas coisas tão simples — um abraço demorado, uma mesa compartilhada, uma risada inesperada, um “eu te amo” dito sem esperar motivo — valham tanto. A vida não precisa ser eterna para ser imensa nem intensa. Talvez baste que, enquanto durar, a gente tenha coragem de realmente vivê-la.

Alessandro Teodoro

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