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Frase de Carlucho Vitaliano

"Minhas Mãos Eu amo minhas mãos. Elas são feias, eu sei, mas quando penso no porque desta feiúra, elas se tornam lindas. Tenho calos nos dedos, mas são de tocar violão prá você. Tenho as unhas roídas e os dedos machucados, porque, às vezes, a sua ausência se faz tão presente, que uma saudade doída se transforma em ansiedade e eu mordo as unhas. Mas amo minhas mãos. elas me permitem acariciar seu rosto e apertar voluptuosamente o seu corpo. Me permitem segurar as suas. Me permitem tocar seus lábios levemente, quando nossos olhos pedem silêncio para falarem por nós. Olho então para as minhas mãos, e vejo meus dedos tortos de tanto escreverem versos prá você, e pensando que tudo o que elas fazem são prá você, já nem sei se amo mais minhas mãos ou você."

Carlucho Vitaliano

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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EXÍLIO Insônia é tatear travesseiro vazio
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EXÍLIO Insônia é tatear travesseiro vazio Insensatez é chamar nome ausente Devaneio é segurar mão distante Desatino é rir da saudade Insanidade é dizer boa noite a ninguém.

JANEIRO Enquanto esperava por ela Passavam crianças empinando pipas
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JANEIRO Enquanto esperava por ela Passavam crianças empinando pipas Homens comentando política Mulheres falando de moda Cachorros latindo Mendigos pedindo esmola Padres rezando Putas vendendo o corpo Promessas vendendo a alma. Enquanto esperava por ela Crianças viravam adultos Homens se desiludiam Mulheres dormiam maltrapilhas Cães adoeciam Mendigos morriam de fome Padres se perdiam de Deus Putas apodreciam Promessas entregavam a alma ao demônio. Enquanto esperava por ela Adultos envelheciam Homens morriam Mulheres também morriam Cães nem mais existiam Mendigos jaziam em covas rasas Padres renegavam a fé Putas se suicidavam O demônio sorria. Um dia, enfim, ela resolveu vir. Bateu a porta, mas a porta se calou. Chamou meu nome e o silêncio se fez saber. Adentrou a casa tateando o escuro e o escuro não me deu a ela. Procurou minha cama e a encontrou arrumada. Vasculhou cômodo por cômodo e, diante da inexorável ausência, atordoada, sentou-se na poltrona empoeirada e, enquanto revivia lembranças, eu vagava por onde me fora dado não ser: agora fazia parte do cosmo.