Frase de Evan do carmo
Riso ao Ar Livre Esperamos o que não vem, erguemos muros para o vento, nos calamos para dizer nada. O tempo, cego e mudo, tropeça nas próprias pegadas. Rimos— não do mundo, mas dentro dele, não por graça, mas por ruína. A palavra falha, repete, cai como pedra no abismo e volta em eco de gargalhada. Beckett escreve silêncio, Kafka lê a tragédia e ri, Nietzsche dança na beira do abismo. Deleuze escancara a porta e nos joga para fora: o pensamento precisa respirar. Riso esquizo, riso seco, o cômico do além-do-humano. Entre os escombros da certeza, só resta essa alegria dura, essa centelha, esse clarão. E no fim— quando tudo desmorona, quando o palco está vazio, quando a última palavra falha— só nos resta rir.
No pensador.ai desde