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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

SEM DITA Num poema todo criado de incerteza De noturna inspiração e de tristura É que eu vi a insônia em desventura E ( mais que desventura) de rudeza Ditar em vulgar estro da aspereza Um ardor na trova sem suavidade Sem luz, sem brisa da venustidade Que até nem sei se há tal fel frieza Uma malícia, mística, uma mistura Desta feita de medo, de amargura E da lágrima duma dor derradeira Ó lampejo, visão aflita e nervosa Crias a poesia agasta e chorosa Sem deixar provar a sorte inteira! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 27/08/2019, 05'35" Cerrado goiano Olavobilaquiando

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano