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Frase de Simony Thomazini

Estou fora do ar. É, tem dias que tudo que você quer, é estar ausente. Se possível ausente de si mesmo, o que convenhamos, não é tão difícil. Dias difíceis, dias massivos e compulsivos. Ouço música sem parar. Dirijo apressada pelas ruas da cidade. E as vezes me perco em becos escuros de propósito, tentando me afastar do barulho excessivo das loucuras mundanas. Mas veja só: Estou sozinha com o barulho mais sórdido que alguém poderia ouvir: Meus pensamentos. Eles me fazem ficar tonta.E em fuga ( de novo ) volto ainda mais vazia pra casa. Tem dias que me recolho no quarto e fico inerte olhando o teto. Procurando respostas. Procurando aquele velho clichê que eu odeio, mas me vejo dizendo: “Luz no fim do túnel”. Só que o meu túnel é pintado de preto fosco e claro, sem saída. Ando realista demais. Não adianta. Até minhas próprias fugas estão me entediando. Não há mais lugar pra fugir. Não posso me levar de volta. Não há luz. Não há saída. Sinto que vou enlouquecer. O despertador toca. A realidade se apresenta sorrateira a mim. É, aqui vou eu em mais um dia.

Simony Thomazini

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde fa…
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Às vezes estou ausente. Faço-me ausente pra pessoas. Pra coisas desnecessárias. Mas, existem momentos em que eu queria estar ausente de mim mesma. Poder não sentir, mesmo sendo impossível. Às vezes eu preciso me recolher... Eu sei, parece confuso, mas são aqueles momentos onde falar não basta, mostrar-se não convence. Ficar só e fazer disso força. Fazer do silêncio poesia. Preciso me ausentar do mundo quase que como forma de sobrevivência. Colocar-me numa redoma e me contemplar. O mundo distorce o meu olhar sobre mim mesma. Preciso estar só pra poder me enxergar. Enxergar, mais do que ver aquilo que me falta. E saber reconhecer que aquilo que me falta é justamente aquilo que eu desejo pra mim. Fazer da falta não um vazio existencial, mas fonte de querer algo a mais da vida. O desejo me impulsiona pra vida, assim como a falta me leva aos fracassos mundanos e existenciais. Preciso fazer do meu silêncio o meu porto-seguro e o caminho indispensável que me levará de volta pra casa toda vez em que julgar que é preciso.