Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
EM UMA TARDE DE INVERNO Inverno, em frente ao cerrado, frio singelo Sobre a secura calada, e o céu, absorto. Inverno... de esplendoroso ipê amarelo Pintalgando, o cinza do árido vivo horto Escancaro a janela, um devaneio, tão belo Desta visão, de ilusão dum campo morto Abre o vento, sopra, no horizonte paralelo Num rodopio feiticeiro de um som corto As folhas dos buritis em canto, um tranco Nos flancos das queimadas, e floco branco Dançando pelo ar o amarelado da fumaça Olho à frente, e vejo o cerrado, que insiste E contemplo o sertão ressequido e tão triste Banhado de teimosia e cheio de airosa graça... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2019, setembro, 03 Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
No pensador.ai desde