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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

EM UMA TARDE DE INVERNO Inverno, em frente ao cerrado, frio singelo Sobre a secura calada, e o céu, absorto. Inverno... de esplendoroso ipê amarelo Pintalgando, o cinza do árido vivo horto Escancaro a janela, um devaneio, tão belo Desta visão, de ilusão dum campo morto Abre o vento, sopra, no horizonte paralelo Num rodopio feiticeiro de um som corto As folhas dos buritis em canto, um tranco Nos flancos das queimadas, e floco branco Dançando pelo ar o amarelado da fumaça Olho à frente, e vejo o cerrado, que insiste E contemplo o sertão ressequido e tão triste Banhado de teimosia e cheio de airosa graça... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2019, setembro, 03 Cerrado goiano Olavobilaquiando

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano