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Frase de Evan do carmo

⁠Cravemos os dentes na carne um do outro, em busca do sangue de um amor já morto. A fatalidade do acaso fez do instinto o desejo e a sobrevivência do querer: sangrar para existir. Cravemos os dentes na boca um do outro, em busca da saliva de um beijo roto.

Evan do carmo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Sobre a Vaidade da Sabedoria A sabedoria não leva a nada. Como morre o tolo, morre o sábio.
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Sobre a Vaidade da Sabedoria A sabedoria não leva a nada. Como morre o tolo, morre o sábio. Tudo o que o sábio sabe é, em última instância, para alimentar a própria vaidade — para poder se orgulhar do que supõe ter entendido. É verdade que, às vezes, a sabedoria o livra de certos abismos onde o tolo cai sem perceber. Evita-lhe perigos, enganos, precipícios. E o tolo, ignorante de tais ciladas, paga caro — muitas vezes com a própria vida, morrendo antes da hora, ceifado pela própria inconsequência. Contudo, nem isso é razão suficiente para que o sábio receba honras imerecidas por seu árduo trabalho em busca do saber. Pois todo conhecimento, por mais vasto, se perde no tempo e no espaço, como areia que escapa por entre os dedos do homem que acreditava segurá-la.

“Você pode escrever bem, acima da média, usando apenas a sua mente, sem buscar recursos tecnológicos. Estude e leia muitos livros, sobretudo os clássicos da sua língua. Depois de 40 anos de exercícios — como eu fiz —, quem sabe assim você se convença de que é um escritor. Além de…
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“Você pode escrever bem, acima da média, usando apenas a sua mente, sem buscar recursos tecnológicos. Estude e leia muitos livros, sobretudo os clássicos da sua língua. Depois de 40 anos de exercícios — como eu fiz —, quem sabe assim você se convença de que é um escritor. Além de tudo isso, escreva 40 livros, como modo de treinar o que estudou, exercitar o aprendido e corrigir o próprio caminho.”

Diante da angústia e da constatação de que tudo acaba no niilismo — nome dado ao empenho de alcançar o vento —, o homem se depara com a finitude inevitável e não encontra sentido na busca por poder, dinheiro ou fama. Tudo o que se faz debaixo do sol é vaidade, competição para ven…
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Diante da angústia e da constatação de que tudo acaba no niilismo — nome dado ao empenho de alcançar o vento —, o homem se depara com a finitude inevitável e não encontra sentido na busca por poder, dinheiro ou fama. Tudo o que se faz debaixo do sol é vaidade, competição para vencer o outro. No entanto, é apenas no outro, no convívio e na partilha com o semelhante, que se pode encontrar alguma razão ou sentido, aquilo que às vezes chamamos de felicidade. Evan do Carmo

Manifesto da Raiva Não é a raiva histérica que me move, mas a que nasce do abuso,
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Manifesto da Raiva Não é a raiva histérica que me move, mas a que nasce do abuso, do silêncio imposto aos que ainda têm alma. Raiva de ver os bons engolidos por um sistema que premia a mentira, que coroa o disfarce, que veste a hipocrisia como traje de gala. A indignação é meu sangue, me desperta, me obriga a escrever. Não busco paz interior, não preciso de frases que anestesiam. Escrevo para rasgar, para devolver em fogo o que tentaram me enfiar goela abaixo. Minha arte não é gentil, é necessária. Porque se eu calar, se eu aceitar, se eu sorrir junto, aí sim estarei perdido. A raiva me lembra que existo. A indignação me prova que ainda sinto. E enquanto isso durar, ninguém, nunca, vai me domesticar.