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Frase de Pietro Kallef

Você teve uma oportunidade de fazer meus pés fixarem na sua frente e não me imobilizou. Sua chance passou pela fronteira da liberdade, mas sua razão, contrária à minha o fez abaixar a cabeça e se tornou conveniente. Assopre pra longe a poeira das lembranças e escreva novas frases no seu caderno intitulado: "As coisas que nunca irei viver". Se ainda faz sentido é porque ainda não esqueceu, e, sinceramente, não estou disposto a querer no futuro, no talvez ou na incerteza. A complacência resignou a espontaneidade que tanto admirava em você. Quando sorri dói em mim também e te vi sentado na frente da sua casa na quarta passada e senti vontade de caminhar até a pálida feição que transmitia desespero, mas tinha um encontro do recomeço, quem sabe se tivesse me chamado eu teria ficado ali. Certas coisas precisam terminar, seguir do ponto que parou, porém, não é tão fácil, sabemos disso. Se imaginasse quantas noites meu corpo te desejava ao lado do teu, quantas vezes peguei o telefone pra ligar e desisti, quantos quilômetros andei pra te acompanhar em silêncio e ver se estava bem e feliz. Hoje é feriado de finados e parece irônico, mas senti falecer em ti o que numa hipótese remota sentia por mim, você está com uma cara ótima e merecida, agora, é minha oportunidade de dar uma chance pro novo, já que você não vem, não quer, não ama mais.

Pietro Kallef

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Pietro Kallef

Temos que ser fortes ao ponto de conhecermos nossas fraquezas.
Terminei algo que nunca começei, disse palavras revestidas de impressões cruéis, deduzi sem ter provas, atirei pedra e me devolveram flores, entristeci todos e a mim mesmo, reagi com imaturidade e prepotência, ergui minha cabeça a tal ponto que não enxergava mais o passado e velh…
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Terminei algo que nunca começei, disse palavras revestidas de impressões cruéis, deduzi sem ter provas, atirei pedra e me devolveram flores, entristeci todos e a mim mesmo, reagi com imaturidade e prepotência, ergui minha cabeça a tal ponto que não enxergava mais o passado e velhos amigos, andei desesperadamente sobre os trilhos que construí sozinho e que no final não me levaram a lugar qualquer. Te privei da pequena água e me mandaram chuva forte, gritei por ter perdido enquanto muitos choravam em silêncio, não quis escutar enquanto você falava e acabei ficando sem audição por longos anos, rezei pelo meu individualismo nos momentos em que muitos pediam por todos os seres humanos, chamando-os de irmãos. Escondi minhas imperfeições certo do imediatismo, mas, fui consumido pelo egocentrismo trivial. Falaram sobre novos tempos, dias melhores, um amanhã curador e até um travesseiro consolador - onde pusera a cabeça pesada. Cantaram hipocrisias de um final repleto de remissões e que assim os pecados desapareceriam, acreditei que ali tudo terminaria e descansaria em paz, porém, percebi que tudo havia me deixado e nem percebido tinha. Levantei as mãos e ajoelhei ao seu perdão. Permitiria me deitar ao chão? Mereço nada e um pequeno pedaço de solidão, não faça por mim e sim por você - alguém melhor que determinado "eu".

Feri princípios, ignorei o concreto, fingi não ver o plano real de um cartesiano, esqueci palavras que me destruíram por alguns instantes, me curei da chaga venosa, implorei um beijo, entreguei o meu todo, declarei os mais sinceros sentimentos, declamei Cecília, preparei o café a…
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Feri princípios, ignorei o concreto, fingi não ver o plano real de um cartesiano, esqueci palavras que me destruíram por alguns instantes, me curei da chaga venosa, implorei um beijo, entreguei o meu todo, declarei os mais sinceros sentimentos, declamei Cecília, preparei o café amargo, levitei seu corpo sobre o meu e ali permaneci quieto para não te acordar. Fui cego e deixei de ouvir o receio alheio até que fosse suportável para você. Eu nunca pensei em como me livraria desse amor, desejava apenas ter o toque, o cheiro, a saliva, o olhar e os cabelos sobre meu corpo. Procurei no jardim o trevo da sorte, fiz figas, rezei, prometi e cumpri, fiz análise e greve de fome, mas nada teve efeito sobre você. A porta ainda continua entre aberta, para não dizer escancarada e lhe transparecer desespero e solidão, mas, é bem o que representa. Antes, migalhas de você, hoje lembranças. Quando ouvir a nossa música e sentir uma palpitação ou uma vaga recordação, volte e me cubra de luz, somente luz. Infelizmente fui feliz e isso é péssimo.