Frase de Pedro Rodrigues de Menezes
se esta terra fosse surda e os seus pés respirassem mudos na penetrante calma do Alentejo talvez a isóscele sombra que me encandeia o crânio iluminasse num só suspiro o esplendor vítreo do sono e fosse uma cratera ou criatura viva e venosa e litúrgica fina e mansa como um ritual ganhando luz sobre o solo e não apertasse esquiva a garganta da planta que a raiz engole e torna infértil a terra na terra. (Pedro Rodrigues de Menezes, "se esta terra fosse surda")
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