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Frase de Aleksandro Silva

⁠Olhos piégas Eu choro para ver o mundo girar em torno de mim Choro pois a faca fincada no peito magoa Choro triste, choro à toa Choro pois o destino quis assim. Me perco entre corizas, náuseas E vertigens, imagens do passado Em minha infelicidade debruçado Escorro em lágrimas as vias aéreas. Eu choro porque o céu deságua em meus olhos Desabo quando a dor não cabe em minh'alma Suspiro quando a tormenta se acalma E com o travesseiro recupero os sonhos Esse meu fiel escudeiro Sabe tudo sobre o paradeiro De como meu coração se perdeu Daí eu choro quando a noite cai E quando minhas vistas cansarem de ser um espetáculo a Perseu Prometo que serei só seu Juntarei meus pedaços e me farei inteiro Para nunca mais ter que chorar em seus braços (sem compromisso com a métrica) Aleksandro Silva

Aleksandro Silva

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Pensador.com

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Outras frases de Aleksandro Silva

⁠Preso pelos algoritmos Flutuando amarga teia Mente fraca, terra fértil
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⁠Preso pelos algoritmos Flutuando amarga teia Mente fraca, terra fértil A todo ódio que semeia Vigiado na viagem Vadiando, noite é Dia salto na miragem De assalto reza e fé Figurando entre a beleza Esqueleto arredio Paisagem realeza Dismorfico sombrio Engole o choro da solidão Com um gole de café Violão sem diapasão Desarranja nota ré Mundo estranho, pousa rico Mesmo pobre de marré Passa adiante enquanto fico Vai em frente marcha ré!

⁠... ouvi pessoas importantes dizerem adeus, não com todas essas letras A, D, E, U e S, mas desde então qualquer dor de dente têm sido fácil de suportar. Se alguém me pergunta porque sou uma mulher insensível, simplesmente respondo que sensibilidade é excesso de falta de proteção…
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⁠... ouvi pessoas importantes dizerem adeus, não com todas essas letras A, D, E, U e S, mas desde então qualquer dor de dente têm sido fácil de suportar. Se alguém me pergunta porque sou uma mulher insensível, simplesmente respondo que sensibilidade é excesso de falta de proteção. Fica cada vez mais difícil ser romancista, a corrupção virou manchete, a depressão é o novo mal do século e eu acabo de deixar de te amar... Balada da meia mulher

⁠Meu coração é sistema excretor de versos Que nos campos de lírios diversos Esvaece sem sentir dor.
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⁠Meu coração é sistema excretor de versos Que nos campos de lírios diversos Esvaece sem sentir dor. Meu coração é herança da criança que dança no adro da esperança da traça, da trança. Meu coração é de pedra Até o abstrato engendra Na fonte que bate ao morrer. Meu coração é uma obra prima Que de tanto carecer de rima Por muito tempo deixou de bater. Meu coração é parnasiano Quase que de ano em ano Deságua na fonte de quem o amou Se dele por hora me afasto morro Assim como em morro morre o asfalto Morro doce ao viver. À Fausto. Aleksandro Silva