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Frase de Natani Risorim

Eu estive reparando a lua e pensando nos muitos olhares que já percorreram por ela. A lua é a junção dos separados, dos apaixonados, dos desesperados… Numa noite há tantos que se amam e a convidam ao compartilhamento. E a lua, sempre educada, se doa, e se divide com os demais olhares de casais de namorados que antes nunca aperceberam-se do quão bonita é! A lua sempre desculpa os dispersos. Às vezes se exibe com confiança, em outras, acanhada. A lua pela manhã se despede com saudade. Há os que não se contentaram em admirá-la apenas de longe; e por isso as pegadas nela. Ontem eu olhei no céu a mesma lua que Cecília, que Machado, que Drummond contemplaram e a que o moço que conserta os meus sapatos ainda observa. Pensei no meu amor por ti e então descobri que certas coisas Deus fez para serem eternas.

Natani Risorim

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Natani Risorim

Você vai esquecer. Mas antes vai lembrar de tudo. Vai sofrer o que tem de sofrer, vai chorar o que tem de chorar, até sentir que é hora de arquivar aquilo que não deu certo. E, vez em quando, você vai puxar a gaveta e analisar. Mas só para saber que atitudes deve tomar para que o…
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Você vai esquecer. Mas antes vai lembrar de tudo. Vai sofrer o que tem de sofrer, vai chorar o que tem de chorar, até sentir que é hora de arquivar aquilo que não deu certo. E, vez em quando, você vai puxar a gaveta e analisar. Mas só para saber que atitudes deve tomar para que o tal erro não repita.

Me escreva uma carta. Uma qualquer. Poder dispensar envelope se assim quiser. Não necessita laço nem barbante dado nó. Nem palavras rimadas ou difíceis. Não se preocupe com algumas pontuações, assim eu veria que (embora esses longos meses longe) não temos divisão alguma. Nem mesm…
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Me escreva uma carta. Uma qualquer. Poder dispensar envelope se assim quiser. Não necessita laço nem barbante dado nó. Nem palavras rimadas ou difíceis. Não se preocupe com algumas pontuações, assim eu veria que (embora esses longos meses longe) não temos divisão alguma. Nem mesmo em palavras. Só peço para que não deixe de espirrar na carta um pouquinho do teu perfume do qual confesso que não sei ao certo se é doce ou cítrico - você sabe que sempre tive essa confusão -, mas sei que é seu. Certo que isso agravaria a saudade, e para não acontecer de senti-la ainda mais eu teria que andar com a carta pendurada no nariz o dia inteiro. Na cafeteria, na fila do banco, no restaurante. Peguei-me rindo agora que disse isso. Imagina quão inusitado e engraçado seria ver a reação de algumas pessoas que, porventura, me olhassem… Mas, pensando bem, até que não seria má ideia. Talvez, se, os que rissem, soubessem de perto a nossa história, clamariam feito italiano quando vê massa: “Mas que bela história! E que bela ideia!” E a cidade, quem sabe, adotaria esse ato. E as pessoas se acostumariam com a ideia de que cartas de amor podem ser cheiradas em público, já que por anos foram cautelosamente fungadas no canto da sala. O assunto se alastraria pelas ruas, bairros, e assim por diante. Preencheria as colunas dos jornais e seria assunto em reuniões de negócios, onde todos concordariam que o próximo passo seria ir à procura do remetente. E como justificativa diríamos, mesmo que com dentes cerrados, mesmo que balbuciando: 'Eu vim, porque o teu perfume foi embora.'

Quero que a gente não se preocupe em doar um sorriso, mas que não deixemos de reservar o nosso. Que ouçamos atentos a necessidade do outro sem precisar esquecer a nossa. Que continuemos entregando o que há de mais belo em nós para alguém; mas que tenhamos o que entregar de mais b…
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Quero que a gente não se preocupe em doar um sorriso, mas que não deixemos de reservar o nosso. Que ouçamos atentos a necessidade do outro sem precisar esquecer a nossa. Que continuemos entregando o que há de mais belo em nós para alguém; mas que tenhamos o que entregar de mais belo à gente também. E tudo isso sem passear pelo egoísmo.